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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Regresso da guerra faz subir preço do petróleo

Houthis proíbem entrada de navios ligados a Israel no mar vermelho.

09 de junho de 2026 às 01:30

Os últimos desenvolvimentos da guerra no Médio Oriente tiveram efeito imediato nos mercados petrolíferos, com o preço do barril a disparar cerca de 5%. Só inverteu a tendência quando o Irão e Israel deram por encerradas as operações militares. Ainda assim, longe da barreira dos 100 dólares, que foi várias vezes ultrapassada ao longo do conflito, que começou a 28 de fevereiro.

Os constrangimentos no estreito de Ormuz, com os Estados Unidos a bloquearem a entrada e saída de petroleiros de portos iranianos e o Irão a impedir a circulação de embarcações de países aliados dos EUA, têm impedido a normalização do mercado petrolífero e obrigado muitos países a recorrerem às suas reservas para satisfazer as necessidades.

Recentemente, o Citigroup - uma das maiores empresas de serviços financeiros do Mundo - alertou que o preço do petróleo pode chegar aos 150 dólares o barril se o estreito não for aberto até ao final deste mês.

A gestão de Ormuz é um dos três pontos-chave das negociações de paz entre os EUA e o Irão, e sobre o qual ainda não há acordo. O programa nuclear iraniano e a retirada das tropas israelitas do Sul do Líbano são outros pontos quentes em discussão.

Para complicar o cenário, os houthis do Iémen (grupo de rebeldes xiitas apoiados pelo Irão) anunciaram esta segunda-feira a sua entrada no conflito, pela primeira vez desde o cessar-fogo de 8 de abril.

Reivindicaram o lançamento de mísseis, esta segunda-feira de manhã, contra Jaffa, em Israel, e proibiram a entrada de navios comerciais ligados a Israel no mar Vermelho. “Responderemos à escalada com escalada, e as nossas operações militares serão cada vez mais coordenadas com os eventos, batalhas e participação no eixo da jihad e da resistência”, declararam, em comunicado.

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