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Secretário de Estado das Comunidades considera um insulto PS acusar executivo de não contactar portugueses nos Emirados

Há 73 portugueses que ainda estão retidos num navio nos Emirados Árabes Unidos.

06 de março de 2026 às 17:15

O secretário de Estado das Comunidades Portuguesas considerou esta sexta-feira, à Lusa, que é um insulto o Partido Socialista acusar o Governo de não contactar com os 73 cidadãos portugueses que estão retidos num navio nos Emirados Árabes Unidos.

"São 73 pessoas. Tivemos o nosso embaixador dentro do navio, em Abu Dhabi, durante três horas. (...) Portanto, dizer que nós estamos a ignorar esta situação, eu diria que é um insulto", declarou à Lusa, por telefone, Emídio Sousa como reação ao comunicado do Partido Socialista (PS) em que acusa o Governo de não contactar diretamente com os cidadãos portugueses e de ter uma ação diplomática que contrasta com a de outras nações.

Na nota de imprensa, o PS tinha afirmado que os cidadãos portugueses não tiveram contacto direto "com nenhum funcionário diplomático/consular, ao contrário do que acontece com os cidadãos de outras nacionalidades, que reúnem regularmente com os seus representantes diplomáticos".

Emídio Sousa acusou o partido da oposição de querer protagonismo com a situação e frisou que Portugal foi das primeiras nações no mundo a reagir face aos acontecimentos do fim-de-semana passado, quando uma missão norte-americana e israelita atacou o Irão.

"Portugal e os seus serviços diplomáticos foram provavelmente os primeiros a organizar um voo, há mais de uma semana, com o devido sigilo e recato que uma operação desta dimensão exige", reforçou o secretário de Estado.

Por fim, indicou que este grupo de portugueses permanece no navio porque não quiseram recorrer aos voos de repatriamento.

Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, tendo matado durante a ofensiva o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989.

O Conselho de Liderança Iraniano assume atualmente a liderança do país.

O Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Além da Turquia, incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre.

Desde o início do conflito, foram contabilizados mais de mil mortos, na maioria iranianos.

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, foi esta sexta-feira questionado, em Espanha, sobre a possibilidade de o Governo português efetuar mais voos de repatriamento e admitiu que os pedidos "estão a aparecer a todo o momento e de vários países da região" do Médio Oriente.

Um avião fretado à TAP com 147 passageiros, dos quais 139 são portugueses, em fuga da guerra no Irão aterrou esta sexta-feir em Lisboa às 10h16 no âmbito de uma operação de repatriamento das autoridades portuguesas.

De madrugada, já tinha aterrado no Aeroporto de Figo Maduro o avião militar com 39 passageiros.

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