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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Seguro diz que acordo é "sinal claro" de que negociação e respeito são os caminhos mais eficazes

António José Seguro reafirmou "a convicção de que os desafios internacionais devem ser enfrentados através de soluções políticas e diplomáticas".

15 de junho de 2026 às 19:41

O Presidente da República, António José Seguro, considerou esta segunda-feira que o acordo entre Estados Unidos e o Irão é "um sinal claro" de que "negociação, compromisso e respeito mútuo" são os caminhos "mais eficazes" para alcançar segurança e a paz.

Na sessão de encerramento da Grande Conferência Anual do Diário de Notícias, o chefe de Estado português voltou a saudar, como tinha feito esta manhã através do sítio oficial da Presidência da República, o acordo alcançado entre os Estados Unidos da América e o Irão e sublinhou "a importância do diálogo e da diplomacia na resolução pacífica dos conflitos internacionais".

"Num momento marcado por elevadas tensões geopolíticas, este entendimento representa um sinal claro de que a negociação, o compromisso e o respeito mútuo continuam a ser os caminhos mais eficazes para promover a estabilidade, a segurança e a paz entre os povos", enfatizou

António José Seguro reafirmou "a convicção de que os desafios internacionais devem ser enfrentados através de soluções políticas e diplomáticas" e rejeitou "a escalada da confrontação", destacando a "cooperação internacional e o respeito pelo direito internacional e pela Carta das Nações Unidas".

"Portugal continuará empenhado na defesa do multilateralismo e de uma ordem internacional assente no diálogo, na paz e na resolução pacífica das divergências entre Estados e agradeço os esforços dos mediadores", assegurou.

O acordo-quadro entre Estados Unidos e Irão para terminar as hostilidades foi assinado eletronicamente pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e pelo presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, revelou esta segunda-feira um alto responsável dos EUA.

Ao abrigo deste acordo, Trump assegura que o estreito de Ormuz estará "totalmente aberto" na próxima sexta-feira, data prevista para a ratificação formal pelas duas partes e, segundo a mesma fonte, o líder norte-americano optou por assinar pessoalmente o documento para demonstrar o seu envolvimento direto no processo.

O acordo, anunciado no domingo, constitui o primeiro entendimento formal entre Washington e Teerão desde o início da recente guerra regional e prevê uma cessação das operações militares, bem como a abertura de negociações sobre questões estratégicas, incluindo o programa nuclear iraniano e a sua assinatura deverá ocorrer em Genebra.

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