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Suíça suspende exportação de material militar para países envolvidos na guerra no Irão

Governo suíço já tinha indicado na semana passada que, desde o início do conflito no Irão, não autorizava qualquer pedido de exportação de armas para os EUA.

20 de março de 2026 às 13:13

O Governo suíço anunciou esta sexta-feira que "não pode autorizar" exportações de equipamento militar para os Estados Unidos, devido ao envolvimento de Washington na guerra no Irão, e por ser um país regido pelo principio da neutralidade.

A neutralidade tradicional da Suíça impede-a também de exportar equipamento militar para Israel e para o Irão, mas o país já não autorizava as exportações para estes dois países - no caso do Irão, existe mesmo um embargo em vigor - há vários anos, segundo um comunicado do Governo.

A Suíça já tinha indicado na semana passada que, desde o início do conflito, a 28 de fevereiro, não autorizava qualquer pedido de exportação de armas para os Estados Unidos, o seu segundo maior comprador de equipamento militar em 2025, tendo esta posição sido esta sexta-feira esclarecida na reunião do Conselho Federal (o poder executivo).

Foi igualmente esclarecido que as autorizações existentes para exportações para os Estados Unidos continuam válidas, desde que os bens não se destinem a fins militares.

No entanto, estas exportações serão periodicamente revistas por um grupo de peritos de diversos ministérios, incluindo os Ministérios da Economia, dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, para determinar se estão em conformidade com o princípio da neutralidade.

O Governo helvético sublinhou ainda que este mesmo grupo irá também rever periodicamente as exportações de bens de dupla utilização (militares e civis) e de certos bens para o Irão, enquanto as exportações para Israel manterão as restrições existentes.

No ano passado, as empresas suíças de armamento exportaram material militar no valor de 948,2 milhões de francos suíços (1.052,6 milhões de euros, ao câmbio atual), ou seja, quase 43% mais do que no ano anterior.

Os Estados Unidos foram o segundo maior comprador, a seguir à Alemanha, ao importarem o equivalente a 105 milhões de euros, sobretudo de diversos tipos de munições e componentes para caças.

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