Petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e o Irão, subiu esta segunda-feira 15% e 47% desde 27 de fevereiro.
As principais bolsas europeias abriram esta segunda-feira em forte baixa, com perdas superiores a 2%, arrastadas pela subida do preço do petróleo para mais de 100 dólares o barril, devido à escalada da guerra no Médio Oriente.
Cerca das 08h25 em Lisboa, o EuroStoxx 600 estava a recuar 2,40% para 584,34 pontos.
As bolsas de Londres, Paris e Frankfurt recuavam 1,66%, 2,40% e 2,67%, respetivamente, enquanto as de Madrid e Milão desvalorizavam 2,88% e 2,66%.
No mesmo sentido, a bolsa de Lisboa cedia, mas mais moderadamente, com o principal índice, o PSI, a cair 1,39% para 8.824,03 pontos.
O petróleo, que está a condicionar os mercados desde o dia da guerra no Médio Oriente entre os EUA e Israel e o Irão, subiu esta segunda-feira 15% e 47% desde 27 de fevereiro.
O petróleo bruto de referência na Europa, para entrega em maio, subia 15% para 106,86 dólares, um máximo desde fevereiro de 2022, contra 92,69 dólares na sexta-feira e mais de 47% que em 27 de fevereiro, antes do início do conflito no Médio Oriente (72,87 dólares).
O petróleo West Texas Intermediate (WIT), de referência nos EUA, para entrega em abril sobe 14% para 107,67 dólares.
A escalada bélica no Oriente Médio, quando se completa o décimo dia da guerra entre os EUA, Israel e Irão, levou a fortes subidas do preço do barril de petróleo.
A subida foi moderada após o rumor de que o G7, que realizará uma reunião de emergência esta segunda-feira, às 12h30 em Lisboa, poderá optar por uma libertação coordenada de reservas estratégicas.
O choque energético leva o mercado a elevar as expectativas de inflação e a continuar a adiar os cortes de taxas no caso da Reserva Federal (Fed) dos EUA, e a aumentar as previsões de aumentos de taxas por parte do Banco Central Europeu (BCE) em 2026, embora para os analistas da Renta4 citados pela Efe não faça muito sentido enfrentar a situação atual aumentando as taxas.
Na Ásia, o principal índice da bolsa de Tóquio, o Nikkei, desceu 5,2%, pressionado pelo petróleo e pela venda de ações tecnológicas depois dos maus resultados do setor na semana passada nos mercados dos Estados Unidos, enquanto o índice de referência da bolsa de Xangai caiu 0,67%, e o Hang Seng de Hong Kong, caia 1,39% pouco antes do final da sessão.
Os futuros de Wall Street avançam quedas de 1,60% para o Nasdaq, e de 1,59% para o Dow Jones, depois de terem termminado com quedas de 1,59% e de 0,95% na sexta-feira.
Entretanto, os metais preciosos depreciam-se moderadamente.
O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava esta segunda-feira a recuar, com a onça a ser negociada a 5.105,07 dólares, depois de ter terminado num novo máximo de sempre, de 5.417,21 dólares, em 28 de janeiro.
A onça da prata também estava a desvalorizar-se para 83,5769 dólares, depois de ter subido até ao máximo de sempre de 116,6974 dólares em 28 de janeiro.
No mercado de dívida, os juros da obrigação a 10 anos da Alemanha avançavam para 2,889%, contra 2,858% na sexta-feira.
A bitcoin sobe levemente 0,56%, para 67.596,7 dólares.
O euro recuava para 1,1548 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt, contra 1,1618 dólares na sexta-feira e 1,1980 dólares em 27 de janeiro, um novo máximo desde junho de 2021.
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