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Teerão proíbe exportações de aço para garantir abastecimento interno

Medida abrange dezenas de produtos essenciais, incluindo chapas, folhas, materiais revestidos e tiras, refletindo o impacto da decisão num setor considerado estratégico para a economia iraniana.

27 de abril de 2026 às 16:46

O Irão proibiu temporariamente a exportação de produtos siderúrgicos para assegurar o abastecimento interno, após os ataques dos Estados Unidos e de Israel a infraestruturas do setor no conflito em curso, foi esta segunda-feira divulgado.

Num anúncio citado pela televisão estatal, o Departamento de Regulação das Exportações e Importações informou que os produtos siderúrgicos passam a estar sujeitos a restrições para "priorizar o abastecimento interno".

A medida abrange dezenas de produtos essenciais, incluindo chapas, folhas, materiais revestidos e tiras, refletindo o impacto da decisão num setor considerado estratégico para a economia iraniana.

Segundo as autoridades, as restrições estarão em vigor até 30 de maio e aplicam-se a 66 linhas tarifárias.

O Governo iraniano justificou a decisão com a necessidade de evitar ruturas no mercado interno e de conter a subida de preços, numa altura em que a indústria do aço enfrenta perturbações significativas.

Nas últimas semanas, no atual ambiente de guerra, várias siderurgias iranianas foram alvo de ataques, nomeadamente as instalações de Mobarakeh e Khuzestan, duas das principais produtoras de aço do país.

Teerão denunciou, a 27 de março, os bombardeamentos atribuídos a Israel e aos Estados Unidos, sublinhando o impacto direto sobre a capacidade produtiva nacional.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e infraestruturas civis em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Um cessar-fogo, negociado originalmente para durar duas semanas a partir de 08 de abril, foi prorrogado sem um prazo definido, criando espaço para a diplomacia, mas prolongando simultaneamente o clima de incerteza.

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