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Três navios atravessam estreito de Ormuz ao longo da costa de Omã

Dois superpetroleiros carregados e um navio de gás natural vazio atravessaram o estreito pelo lado sul.

03 de abril de 2026 às 19:24

Três navios atravessaram na quinta-feira o estreito de Ormuz e navegaram por uma rota oposta à recomendada pelo Irão, segundo dados de tráfego marítimo esta sexta-feira consultados.

Em tempos de paz, cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural mundiais transita pelo estreito de Ormuz, mas os ataques iranianos contra navios perto do estreito de Ormuz, em retaliação aos ataques conjuntos dos EUA e de Israel, lançados a 28 de fevereiro, praticamente paralisaram o tráfego marítimo.

Este quase encerramento do estreito, uma via marítima fundamental para o mercado petrolífero, provocou uma subida acentuada dos preços mundiais do petróleo e do gás.

Desde o início da guerra, os raros navios que atravessaram esta passagem estratégica seguiram principalmente uma rota aprovada pelo Irão, passando pelas suas águas territoriais perto da ilha de Larak, apelidada de "portagem de Teerão" pela empresa de dados marítimos Lloyd's List Intelligence.

No entanto e segundo a empresa de dados marítimos Kpler, dois superpetroleiros carregados, o Habrut e o Dhalkut, e um navio de gás natural vazio, o Sohar LNG, atravessaram na quinta-feira de manhã o estreito pelo lado sul.

De acordo com a Lloyd's List, estes navios são os primeiros "desde há quase três semanas" a utilizarem uma travessia não recomendada pelo Irão e a embarcação de gás natural é, até ao momento, o único deste género a atravessar o estreito desde 01 de março.

De acordo com os sinais que emitem, os três navios devem ter seguido uma rota ao longo da costa de Omã e encontram-se atualmente parados ao largo de Mascate.

Desde 01 de março e até esta manhã foram realizadas 240 travessias no estreito de Ormuz por navios de transporte de matérias-primas, representando uma queda de 94% em relação ao período anterior à guerra, indicam dados da Kpler, realçando que 151 envolveram petroleiros e embarcações de transporte de gás liquefeito.

Na quinta-feira, o Irão anunciou que está a trabalhar num protocolo com Omã para garantir "em tempos de paz" a segurança da navegação no estreito de Ormuz.

A guerra iniciada por Israel e Estados Unidos no Irão levou a um aumento do preço dos fertilizantes, 30% dos quais transitavam pelo estreito de Ormuz e cujo preço é também influenciado pelo custo do gás necessário para a sua produção.

A 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irão, que retaliu com o encerramento do estreito de Ormuz e ataques contra Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque..

A atual situação provocou um aumento dos preços do petróleo e de outras matérias-primas.

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