page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

Trump visita a China com Irão na agenda

Presidente dos EUA espera convencer Xi Jinping a pressionar o Irão para reabrir o estreito de Ormuz.

13 de maio de 2026 às 01:30

O conflito no Médio Oriente será um dos temas centrais da visita oficial de três dias que Donald Trump inicia esta quarta-feira à China, na qual o presidente norte-americano vai tentar convencer o homólogo chinês, Xi Jinping, a pressionar o Irão a reabrir o estreito de Ormuz e a mostrar-se menos intransigente nas negociações com os EUA.

Há várias semanas que a Administração Trump tenta persuadir Pequim a usar a sua enorme influência junto do regime de Teerão - a China é o maior comprador de crude do Irão - para ajudar a acabar com a guerra, mas até agora Xi Jinping tem optado por uma posição cautelosa, pressionando discretamente ambos os lados para chegarem a um entendimento. Trump promete abordar o assunto diretamente com Xi Jinping, mas a própria Casa Branca já fez saber que não tem grandes expectativas. “Não queremos que este assunto possa ensombrar a nossa relação nem os eventuais acordos que poderão ser alcançados durante esta visita”, admitiu o enviado de Trump para o comércio externo, Jamieson Grier.

Elon Musk e outros 15 empresários integram comitiva de Trump

Trump, que leva na comitiva 16 empresários e líderes de multinacionais com interesses na China, incluindo o CEO da Tesla, Elon Musk, espera anunciar novos acordo comerciais com a China, nomeadamente, a criação de um ‘Gabinete de Comércio’ para resolver os diferendos entre os dois países nessa área, o principal dos quais é a questão das tarifas. Os dois líderes acordaram no seu encontro na Coreia do Sul, em outubro, uma trégua na guerra comercial, depois de uma escalada perigosa na qual Trump chegou a impor tarifas de 145% sobre todos os produtos chineses importados. A maioria dos analistas não espera, porém, grandes avanços, com os dois países a optarem por privilegiar a estabilidade nas relações bilaterais que marcou os últimos meses.

O mesmo em relação a Taiwan, que continua a ser o grande obstáculo a uma melhoria nas relações entre as duas potências, com a China a insistir na reunificação com a ilha nacionalista, se necessário pela força, e os EUA a manterem a sua política de “ambiguidade estratégica”, sem se comprometerem abertamente a defender a ilha em caso de ataque.

Irão ameaça retomar enriquecimento

O Irão ameaçou esta terça-feira retomar o enriquecimento de urânio com vista a fabricar uma arma nuclear se os EUA retomarem os ataques contra o país. "Uma das opções no caso de voltarmos a ser atacados é avançar para o enriquecimento a 90%. Será o parlamento a decidir", afirmou o porta-voz do Parlamento, Ebrahim Rezaei.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8