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Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

China estende a passadeira vermelha para Trump. Primeiro encontro com Xi Jinping é hoje

Presidente dos EUA iniciou esta quarta-feira uma visita de três dias ao país.

14 de maio de 2026 às 01:30
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Trump chega a Pequim para reunião com Xi Jinping

AP

Donald Trump chegou esta quarta-feira a Pequim para uma visita oficial de três dias, tendo sido recebido na capital chinesa com honras de Estado, incluindo passadeira vermelha, guarda de honra, banda militar e um coro de 300 crianças com bandeiras chinesas e norte-americanas a cantar “calorosas boas-vindas”. Trump tinha à sua espera na pista o vice-presidente chinês, Han Zheng, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Ma Zhaoxu, e os embaixadores dos dois países, naquela que é a primeira visita de um presidente norte-americano à China em quase uma década.

As autoridades chinesas não pouparam esforços para realçar a importância da visita e o respeito que têm por Trump, que esta quinta-feira recebe formalmente as boas-vindas do presidente Xi Jinping, no primeiro de vários encontros que irá manter com o líder chinês, entre os quais está incluído uma banquete de Estado e uma visita ao imponente Templo do Céu. “Somos as duas superpotências. Nós somos a maior potência militar e a China é considerada a segunda maior”, disse Trump à partida da Washington, garantindo que os seus encontros com Xi Jinping irão abordar “sobretudo questões comerciais”. O conflito no Irão - principal fornecedor de crude à China - também estará na agenda, mas Trump garantiu que não pretende “pedir ajuda” a Pequim para reabrir o estreito de Ormuz. “Temos muitas coisas para discutir mas, para ser honesto, não diria que o Irão seja uma delas, porque temos a situação controlada”, afirmou.

Trump vai pedir a Xi para abrir o mercado chinês às empresas americanas

A comitiva de Trump inclui 16 líderes de grandes multinacionais, incluindo Elon Musk, da Tesla, e Jensen Huang, da Nvidia, tendo o presidente dos EUA afirmado que o seu “primeiro pedido” ao homólogo chinês será para reforçar a presença das empresas americanas na China. “Vou pedir ao presidente Xi, um líder de enorme distinção, para abrir a China para que estas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e elevar ainda mais o nível da China”, afirmou.

Além do comércio, Trump irá ainda discutir com Xi a questão de Taiwan - nomeadamente, o pacote recorde de 11 mil milhões de dólares em ajuda militar dos EUA à ilha nacionalista aprovado pelo Congresso no ano passado -, bem como um potencial novo tratado internacional de limitação de armas nucleares envolvendo os EUA, a Rússia e a China.

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