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Cortes de água no concelho de Almada estão para durar

Munícipes e comerciantes pedem ajuda: "Já não sabemos o que fazer mais". SMAS admite dificuldades no abastecimento.

03 de julho de 2026 às 11:12

Os sucessivos cortes de água, sem aviso prévio, em várias freguesias do concelho de Almada, com particular incidência na Costa da Caparica, poderá estar para durar. São milhares de pessoas e comerciantes afetados, sobretudo o setor da restauração. “Por favor ajudem-nos, já não sabemos o que fazer mais!”, foi o apelo dramático de uma leitora do CM, esta manhã, que, diz não ter água desde as 16h00 de ontem.

O CM questionou a autarquia, no sentido de saber para quando a normalização do abastecimento e o motivo pelo qual os munícipes não são informados previamente sobre os cortes de água e a sua duração, mas não obteve resposta. Foi encaminhado para uma página do Facebook, onde os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) admitem dificuldades no abastecimento, mas nada consta sobre ausência de comunicação aos munícipes relativamente aos horários e tempo de duração dos cortes, nem para quando a água voltará a correr 24 horas por dia nas torneiras.

Alega o SMAS, que “Almada está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água: as temperaturas elevadas e o aumento significativo da população sazonal”, que fizeram disparar o consumo de água. Diz, ainda, que “a procura global tem sido superior à água que conseguimos captar diariamente nos nossos furos” e que “para garantir que este bem essencial chegue a todos, estamos a implementar uma gestão solidária e rotativa da rede”.

A verdade é que continuam a chegar à nossa redação inúmeros relatos de munícipes desesperados, dando conta que esta sexta-feira, a exemplo de ontem, a água voltou a deixar de correr nas torneiras, com tudo o que isso implica na vida das pessoas, numa altura em que o País vive sob uma onda de calor.

No comunicado do SMAS, refere-se que “já se encontra em pleno funcionamento um novo furo de captação”; que em finais de julho deverá entrar um segundo furo em funcionamento; que há mais três furos em fase de licenciamento e outros três em fase de projeto; e que está previsto “aumentar a capacidade de reserva e continuar a reabilitação da rede de abastecimento”. Diz, também, que Já foi reduzido ao mínimo a rega de espaços públicos e suspensas lavagens de ruas não essenciais.

Fica, contudo, a dúvida: o que foi feito no último ano para resolver (ou, no mínimo, atenuar) o problema, uma vez que no verão de 2025 aconteceu o mesmo?

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