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Um mês de guerra dos EUA e Israel com o Irão custou 161 mil milhões de euros aos países arabes, revela ONU

Secretário-geral adjunto da ONU estima que "o número de empregos que serão perdidos devido a este conflito se situe em cerca de 3,7 milhões".

31 de março de 2026 às 23:17

O conflito de Israel e dos EUA contra o Irão, e que se alastrou ao Médio Oriente, já custou cerca de 186 mil milhões de dólares (161 mil milhões de euros) aos países árabes, anunciou esta terça-feira um alto responsável da ONU.

"Esperamos que os combates cessem amanhã, pois cada dia de atraso tem repercussões negativas na economia mundial", afirmou à imprensa o secretário-geral adjunto da ONU, Abdallah Al Dardari, em Amã.

"Estimamos que a perda sofrida pelo produto interno bruto (PIB) da região árabe após um mês de combates será de cerca de 6%", declarou, o que representa "cerca de 186 mil milhões de dólares" a menos para a economia.

Os países petrolíferos do Golfo, alvo de ataques iranianos em retaliação à ofensiva dos EUA e Israel, pagam o preço mais elevado, sublinhou Al Dardari..

Além disso, "estimamos que o número de empregos que serão perdidos devido a este conflito se situe em cerca de 3,7 milhões", afirmou.

No que diz respeito ao impacto do conflito na pobreza, "esperamos que cerca de quatro milhões de pessoas adicionais na região caiam, ou já tenham caído, abaixo do limiar da pobreza este mês".

Alertando para a dependência económica dos países do Golfo relativamente ao petróleo, sublinhou a necessidade de procurar rotas alternativas ao estreito de Ormuz, por onde normalmente transita um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito (LNG na sigla em inglês) mundiais.

"A economia árabe assenta praticamente num único produto", lamentou. "Os países que não exportam petróleo dependem das remessas dos expatriados que vivem nos países exportadores de petróleo e da ajuda proveniente desses mesmos países, enquanto os próprios países exportadores de petróleo têm apenas um único produto", acrescentou.

"Esta fragilidade da economia árabe é evidenciada pelos acontecimentos recentes, que provam que ela não é viável", prosseguiu.

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