Polícia colombiana aperta vigilância face aos receios de instabilidade no pais vizinho após ataque dos EUA.
No lado colombiano da ponte internacional Símon Bolivar, que une a cidade de Cúcuta à pequena localidade venezuelana de San Antonio del Táchira, em plena montanha andina, esperavam-se esta terça-feira notícias frescas da madrugada em Caracas. Os relatos difundidos nas redes sociais davam conta da troca de tiros e da interceção de drones na capital da Venezuela, mas quem cruzou aquela importante fronteira entre os dois países só acrescentou mais dúvidas em relação a Caracas. A preocupação dos venezuelanos aqui é atravessar a fronteira para trabalhar numa cidade onde há poder de compra e bens fundamentais, algo cada vez mais raro na Venezuela. O movimento frenético de autocarros decrépitos, motas nervosas e a chuva que caiu nesta região dos Andes transformaram esta travessia fronteiriça num caos. A polícia da Colômbia apertou a vigilância dos automóveis e realizou dupla verificação das viaturas que pretendiam entrar no país.
Muitos dos venezuelanos que chegaram à Colômbia, esta terça-feira, fizeram-no pelo seu pé. Alguns com dificuldades físicas precisaram de ajuda, outros vieram de bicicleta porque nem todos têm os tostões para pagar um bilhete de autocarro.
No difícil exercício de verificar a verdade do que se passa em muitos lugares da Venezuela, parece clara apenas a inoperância dos militares ‘bolivarianos’ integrantes de um exército com pés de barro. A ofensiva dos Estados Unidos para capturar Maduro neutralizou, em minutos, a força militar da Venezuela que se gabava de dispor de sofisticados sistemas ofensivos e defensivos dos seus aliados mais fervorosos. Tudo se esfumou rapidamente e o exército ao dispor da nova líder venezuelana, Delcy Rodríguez, talvez volte à real função dos últimos tempos com Maduro: uma força repressiva que prendeu milhares de pessoas só por expressarem descontentamento com o regime, não só nas ruas, mas também nas redes sociais.
Talvez esse clima de medo explique os relatos de uma Caracas de ruas vazias, sem contestação à incerteza na qual mergulhou o país, com Delcy Rodríguez a admitir colaborar com o processo de transição governativa que os EUA desenharam e pretendem impor. Uma mudança que parece não incluir a líder oposicionista Maria Corina Machado, que Donald Trump afirmou não ter a confiança do povo venezuelano quando o que poderá não ter é mão num exército que é um poder dentro do Estado e cuja desagregação em fações preocupa dentro e fora da Venezuela.
Milícias controlam Caracas
Vários grupos de ‘colectivos’, milícias armadas vinculadas ao regime venezuelano estarão a controlar os acessos-chave à capital. Há relatos em Caracas que estas forças paramilitares, muitas vezes infiltradas por militares de carreira, controlam os movimentos na cidade e assumem o controlo em zonas onde não existem militares. Historicamente, estes grupos apareceram a partir de movimentos populares no auge do regime ‘chavista’. Operam em redes, oficialmente autónomas do exército, mas com evidente ligação ao poder político, como se fosse uma espécie de gigante – e perigosa - milícia do Estado.
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