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"Venham buscar-me. Estou à vossa espera": Presidente colombiano desafia Trump

Gustavo Petro rejeita acusações e ameaça "retomar as armas".

06 de janeiro de 2026 às 01:30

Há uma tensão tranquila na ponte internacional Simón Bolívar, que une a cidade colombiana de Cúcuta ao estado venezuelano de Táchira. Não fosse a presença dos carros blindados e dos militares do exército de Bogotá e ninguém diria que há uma vigilância anormal na principal fronteira terrestre entre a Colômbia e a Venezuela. Tudo voltou à quase normalidade, com o trânsito de pessoas e bens a circular naquela travessia internacional onde, por estes dias, só as muitas dezenas de jornalistas internacionais aqui posicionados são impedidos de entrar em solo venezuelano.

O temido fluxo de venezuelanos rumo à Colômbia, esperado depois da detenção do ex-presidente Nicolás Maduro, não se verificou, mas isso não sossegou os colombianos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a investir contra o seu homólogo colombiano ao afirmar que “a Colômbia é liderada por um homem doente”. Em declarações aos jornalistas a bordo do Air Force One, Trump admitiu ser uma “boa ideia” uma operação militar contra Bogotá. Sem apresentar provas, como vem sendo habitual, o presidente norte-americano disse que Gustavo Petro “gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos. Não irá fazer isso por muito mais tempo”, rematou.

As ameaças de Trump não ficaram sem resposta. O chefe de Estado colombiano sublinhou que o seu nome não consta em nenhum processo judicial relacionado com o tráfico de drogas. "Pare de me caluniar, não é assim que se ameaça um presidente latino-americano, escreveu Gustavo Petro. O líder máximo da Colômbia esclareceu ainda não ter carro nem propriedades fora do país. "Continuo a pagar o empréstimo da minha casa com o meu salário. É injusto [esse tipo de acusações], e eu luto contra a injustiça”, completou, antes de se afirmar "pronto a retomar as armas" face às ameaças de Trump. "Venham buscar-me. Estou à vossa espera", desafiou.

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