Delcy Rodriguez apelou a que se cheguem a "acordos" a bem "do povo da Venezuela".
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, apelou no sábado para que se chegasse a "acordos com a oposição", três semanas após a operação americana que levou à captura do Presidente Nicolas Maduro.
"Apesar das nossas diferenças, temos de nos reunir e chegar a acordos. Porquê? Bem, pelo povo da Venezuela", declarou na televisão nacional Rodriguez, cujo estatuto de presidente interino, de acordo com a Constituição, pode durar seis meses antes de novas eleições.
"Não pode haver divergências políticas ou partidárias quando se trata da paz da Venezuela", acrescentou.
Milhares de apoiantes de Nicolas Maduro voltaram a manifestar-se na sexta-feira em Caracas e noutras cidades venezuelanas para exigir o regresso do presidente deposto e da sua esposa.
No mesmo dia, Rodríguez solicitou ao presidente da Assembleia Nacional do Parlamento, o seu irmão Jorge Rodríguez, uma reunião com as diferentes facções políticas, afirmando querer um diálogo com "resultados concretos e imediatos".
"Que seja um diálogo político venezuelano, onde não se imponham mais ordens externas, nem de Washington, nem de Bogotá, nem de Madrid. Um diálogo político nacional (...), que seja para o bem comum da Venezuela", declarou então.
Desde a tomada de posse a 5 de janeiro, Delcy Rodriguez, sob pressão dos Estados Unidos, prometeu libertar prisioneiros políticos, assinou acordos petrolíferos com os Estados Unidos e iniciou uma reforma legislativa, que inclui, nomeadamente, a lei sobre os hidrocarbonetos.
Graças a esta reforma, que deverá abrir o setor ao setor privado, a Venezuela pretende aumentar a produção de petróleo "em, pelo menos, 18% em 2026", afirmou no sábado o presidente da gigante petrolífera estatal Petroleos de Venezuela (PDVSA), Hector Obregon.
A produção atual é de cerca de 1,2 milhões de barris por dia (bp), segundo as autoridades, longe do pico de mais de três milhões no início dos anos 2000, o que os analistas explicam dever-se ao subinvestimento e à corrupção no setor.
A exploração das reservas petrolíferas da Venezuela era, até agora, prerrogativa do Estado ou de empresas mistas, nas quais o Estado detinha a maioria.
O projeto de lei prevê que "empresas privadas domiciliadas" na Venezuela poderão explorar o petróleo, uma vez assinados os respetivos contratos.
Aprovada em primeira leitura na quinta-feira, a lei deverá ser aprovada definitivamente nos próximos dias, já que o Governo detém a maioria absoluta na Assembleia Nacional, após o boicote das eleições legislativas pela oposição em 2025.
Quanto à libertação de prisioneiros políticos, prometida pela presidente interina, as mesmas estão a ocorrer aos poucos: desde o anúncio em 08 de janeiro, apenas cerca de 150 pessoas, de um total de mais de 800 detidos políticos, foram libertadas, de acordo com um balanço da ONG Foro Penal.
Na semana passada, a Casa Branca anunciou que pretende convidar Delcy Rodriguez a visitar os Estados Unidos, ainda que não tenha avançado uma data, após várias declarações elogiosas do Presidente norte-americano, Donald Trump, a seu respeito.
Em declarações por vezes contraditórias, o Presidente norte-americano, que quer --- segundo analistas --- evitar um cenário iraquiano com uma implosão da Administração do país, já havia afirmado que a opositora e Nobel da Paz Maria Corina Machado não estava qualificada para governar a Venezuela, garantindo, não obstante, querer "envolvê-la".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.