Gouveia e Melo recusa rótulo de populista
Almirante na reserva diz que o primeiro-ministro “esteve mal” ao equipará-lo a André Ventura.
Gouveia e Melo manifestou desagrado por ter sido equiparado a André Ventura e chamado “populista” pelo primeiro-ministro. “Esteve mal porque não se pode esquecer que mesmo enquanto presidente do PSD, continua a ser primeiro-ministro e vai ter de conviver com o futuro Presidente da Republica, seja ele qual for”, disse esta segunda-feira o candidato.
Gouveia visitou a Delta, que considera um exemplo de coesão social e territorial. Depois de conhecer o funcionamento da fábrica que produz uma tonelada de café por dia, deixou claro que não é populista. “Antes pelo contrário. Sou uma pessoa transparente, não sou opaco”, esclareceu.
Ainda sobre o tema e sobre o que deve ser um Presidente, o candidato reforçou que tem de ser alguém independente e equilibrado e que, para isso, precisa de ser suprapartidário, o que diz não acontecer com os adversários. “Nós andamos a tentar escolher um presidente que seja um árbitro do sistema, que confira estabilidade ao sistema. Ser marioneta do sistema de um Governo não é bom para o sistema”, explicou.
Ainda no distrito de Portalegre, visitou o hospital distrital para conhecer as dificuldades do sistema de saúde no interior do País. Após um encontro com o Conselho de Administração, disse que “a saúde em Portugal não tem dado a resposta que os portugueses precisam”. “A sensação que vou tendo é que na Saúde há um problema verdadeiramente de gestão e organização”, rematou o almirante na reserva. O dia de campanha terminou no distrito de Viseu. Gouveia visitou o hospital local e contactou com a população na rua, tendo seguido depois para Castro Daire.
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