Gouveia e Melo sugere que Montenegro leve ministra da Saúde para a campanha

Candidato diz que ouve todos os dias na rua "a população muito zangada com o sistema político".

15 de janeiro de 2026 às 13:53
Gouveia e Melo diz que o primeiro-ministro deve governar o país e ter uma posição institucional Foto: José Sena Goulão/Lusa
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O candidato presidencial Gouveia e Melo sugeriu esta quinta-feira que o primeiro-ministro leve para a campanha eleitoral de Marques Mendes a ministra da Saúde, dada a situação "caótica" no setor, pois assim poderia responder às queixas da população.

"Queria, já agora, dar uma sugestão ao senhor primeiro-ministro. Acho-lhe eticamente reprovável que assim seja, mas dou-lhe uma sugestão: que meta também na campanha a ministra da Saúde, que o acompanhe nas deslocações do senhor primeiro-ministro para a campanha do doutor Luís Marques Mendes, porque um dos problemas que todas as pessoas com quem eu contacto na rua me colocam é o problema da saúde", afirmou.

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O candidato, que falava aos jornalistas durante uma ação de campanha no Mercado da Afurada, em Gaia, no distrito do Porto, num dia marcado pela chuva intensa, considerou que, se estivesse dentro da campanha, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, podia "começar já a dar respostas que são necessárias".

Questionado pelos jornalistas sobre se fosse Presidente da República o que é que diria ao primeiro-ministro sobre o que se está a passar no setor da Saúde, Gouveia e Melo respondeu que diria "o que é evidente", que é que "a saúde parece que não tem remédio".

E prosseguiu: "O que eu ouço na rua todos os dias é a população muito zangada com o sistema político e, portanto, com a democracia, em que esta coisa da saúde retirou confiança às pessoas no SNS [Serviço Nacional de Saúde]. Isso não pode acontecer. Nós temos de rapidamente restituir essa confiança", argumentou.

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Relativamente à presença de Luís Montenegro na campanha do candidato apoiado pelo PSD, o ex-chefe do Estado-Maior da Armada defendeu que "há muita gente no partido, no PSD, que poderia dar a cara pela campanha" e que o primeiro-ministro deve governar o país e ter uma posição institucional.

"Eu acho que, quando nós temos posições institucionais, não devemos andar a fazer campanhas. Até porque, muito naturalmente, pode ter de lidar com o futuro Presidente contra quem andou a combater. Isso não faz sentido", sublinhou.

Questionado sobre, caso passe à segunda volta, se quereria ter líderes partidários a participar na sua campanha, Gouveia e Melo disse querer apenas o apoio dos portugueses.

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"O partido pode-me dar o apoio, pode-me dar a indicação de voto, mas eu não quero fazer desse partido a minha bengala para uma segunda volta", concluiu.

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