Jorge Pinto diz que Cotrim quer agradar a todos "menos aos colegas de partido"

Candidato sublinhou que se veem poucas pessoas da IL ao lado de Cotrim e pediu que as cartas sejam enviadas aos portugueses.

14 de janeiro de 2026 às 13:29
Jorge Pinto Foto: Luís Manuel Neves
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O candidato presidencial Jorge Pinto disse esta quarta-feira que Cotrim Figueiredo quer agradar a todos "menos aos colegas de partido", sublinhando que se veem poucas pessoas da IL "ao seu lado", e pediu que as cartas sejam enviadas aos portugueses.

Em declarações aos jornalistas, após uma reunião com a administração do Hospital de Faro, Jorge Pinto disse que Cotrim Figueiredo devia escrever aos portugueses sobre "por que é que está confortável em ter André Ventura numa segunda volta" ou sobre como, enquanto Presidente da República, pretende defender um SNS público e de qualidade.

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"Cotrim Figueiredo parece estar preocupado com tudo menos com escrever e falar diretamente aos portugueses que são quem merece as cartas que nós escrevemos", argumentou.

O candidato presidencial apoiado pela IL apelou esta quarta-feira publicamente a Luís Montenegro que recomende ao PSD o voto na sua candidatura para evitar que André Ventura ou António José Seguro cheguem à Presidência da República.

Para Jorge Pinto, esta nova missiva dá seguimento à tentativa de Cotrim Figueiredo de "agradar a gregos e troianos, se calhar a todos menos aos próprios colegas de partido", uma vez que "poucas pessoas da IL se veem ao seu lado".

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O candidato à Presidência apoiado pelo Livre disse que um chefe de Estado deve ser "firme na vigilância do Governo", um contrapeso do executivo e "muito firme na defesa da Constituição", atributos que não vê em Cotrim.

"João Cotrim Figueiredo dá-nos zero garantias em qualquer um destes capítulos e, portanto, não acho que tenha condições para ser Presidente da República ou algo remotamente parecido com isso e, portanto, acredito que as cartas que devíamos estar a escrever são aos portugueses e não ao senhor primeiro-ministro", atirou.

Na primeira ação de campanha no Algarve, Jorge Pinto falou das questões da região, salientando a capacidade de fixar pessoas no território, mas também os problemas relacionados com o custo da habitação, salientando que em algumas zonas "o preço das casas duplicou num espaço curtíssimo de tempo", e da ascenção do Chega nas cidades algarvias.

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"O Algarve, até porque como vimos, infelizmente, nas anteriores eleições legislativas, é uma parte do país que, sentindo-se abandonada, e muitas vezes de maneira lícita, sentindo-se esquecida, leva a que essas pessoas depois também exprimam o seu voto em projetos antidemocráticos. E é isso também que nos deve alertar a todos", disse.

Para o candidato apoiado pelo Livre, o Estado está a falhar em áreas em áreas essenciais e o Algarve "merece uma atenção especial".

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