Marques Mendes luta contra “extremismo” e “experimentalismo”
Candidato apoiado pelo PSD defende presença de Montenegro na campanha.
“Somos marrequinhos mas arranjadinhos da cabeça”, diz a comerciante Lina na Feira de Espinho, abraçada a Luís Marques Mendes. “Está a ver, nem mulheres nem homens se medem aos palmos”, responde o candidato enquanto retribui o abraço. A “menina Lina” (não senhora pois torna-a “muito velha”, como nos diz) é um exemplo da indecisão que marca esta campanha. “Há quatro que podem vencer e não queria votar em nenhum. Mas este candidato (Marques Mendes) é o melhor”, explica ao CM. “Queria uma mulher, mas a Catarina Martins não vai conseguir”, remata.
O sentimento é um espelho da linha do discurso. “A dispersão de votos é má”, reforçou o candidato já na Guarda, onde almoçou. Luís Marques Mendes explica que isso “ajuda o populismo e ajuda o experimentalismo” e que a “concentração de votos é a questão essencial para tornar o voto verdadeiramente útil, necessário e eficaz”.
Sobre a presença do primeiro-ministro na campanha, Marques Mendes rejeita que seja um sinal de fraqueza. “A participação de Montenegro é um ato de coerência e força”, afirma, sem ter medo de ser colado ao Executivo. “Não vejo isso nas ruas”, sublinha.
Na caravana eleitoral, Marques Mendes tem contado com a presença do eurodeputado eleito pela AD Sebastião Bugalho, que disparou contra Cotrim Figueiredo. “Cotrim não pode pendurar-se no silêncio de um homem”, referindo-se a Pedro Passos Coelho. “Não queremos oportunistas no Palácio de Belém, nós queremos Homens de Estado como Luís Marques Mendes”, rematou.
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