Porta-voz do Livre pede aos eleitores que "não se deixem levar pela conversa do voto útil" nas presidenciais

Isabel Mendes Lopes confessou que foi com "grande alívio" que recebeu a notícia de que Jorge Pinto era candidato a Belém, que é uma pessoa com uma "absoluta clareza em termos de justiça".

04 de janeiro de 2026 às 23:27
Isabel Mendes Lopes, porta-voz do Livre Foto: Pedro Catarino
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A porta-voz do Livre Isabel Mendes Lopes pediu este domingo aos eleitores que "não se deixem levar pela conversa do voto útil" nestas eleições presidenciais porque todos os candidatos têm iguais possibilidades de chegarem a Presidente da República.

Num discurso na festa de abertura da campanha do candidato presidencial Jorge Pinto, a porta-voz e líder da bancada parlamentar do Livre, Isabel Mendes Lopes, disse que, no próximo dia 18, o país terá umas eleições "completamente em aberto" em que "qualquer um daqueles candidatos que está no boletim de voto tem a possibilidade de chegar à Presidência da República".

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"Isso é um facto que é incontornável. E, portanto, não nos deixemos levar pela conversa do voto útil, porque o verdadeiro voto útil é na pessoa em quem nós acreditamos que deve estar naquele lugar. E a pessoa que deve estar naquele lugar é o Jorge Pinto. Nos próximos cinco, mas nos próximos dez anos, na verdade", acrescentou.

Isabel Mendes Lopes confessou que foi com "grande alívio" que recebeu a notícia de que Jorge Pinto se candidatava a Belém, porque é uma pessoa que com uma "absoluta clareza em termos de justiça", que faz as coisas com entusiasmo e "cuidado no pormenor" e preocupado com o próximo.

Para a líder da bancada do Livre, Portugal precisa do Jorge Pinto não só pelas suas ideias mas também para evitar que estejam "os ovos todos no mesmo cesto", com a direita à frente do Governo, Presidência da República, regiões autónomas e maioria das autarquias.

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"A forma como o país precisa do Jorge viu-se na maneira como influenciou os debates e influenciou as tomadas de posições dos vários candidatos (...), obrigou os candidatos a discutir temas que, de outra forma, não teriam sido discutidos durante esta campanha eleitoral e são temas que vão ser importantíssimos nos próximos cinco, nos próximos 10 anos", acrescentou.

A deputada do Livre, no mesmo discurso, criticou a postura do primeiro-ministro português, Luís Montenegro, perante o ataque norte-americano à Venezuela, que resultou na detenção do Presidente venezuelano, e aconselhou o líder do executivo português a ouvir o que diz o chefe de Estado norte-americano, em vez de desvalorizar as suas reais intenções.

Reconhecendo que as pessoas se possam sentir "esmagadas pelo que está a acontecer" no mundo, Isabel Mendes Lopes frisou que "não tem de ser assim" e que o futuro e o presente é feito por todos, inclusive as pessoas que se escolhe para representar o país a nível internacional e nacional.

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"Portugal pode e deve ser um acérrimo defensor dos direitos humanos e do direito internacional. Pode e deve ser uma voz ativa para que a União Europeia seja um projeto guiado pelos direitos humanos, pela solidariedade, pela democracia. Pode e deve fomentar novas alianças com países e estados democráticos pelo mundo", pediu.

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