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Jorge Pinto diz que quem está confortável com líderes autoritários é traidor à pátria

Candidato presidencial pediu que se "saiba ouvir" Donald Trump, que já "anunciou o fim da amizade entre os Estados Unidos e a Europa".

04 de janeiro de 2026 às 20:08

O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou este domingo que quem, em Portugal, está confortável com líderes autoritários e apoia as suas ações é traidor da pátria e assegurou que vai dialogar com eleitores de extrema-direita durante a campanha.

No discurso que encerrou a festa de abertura da sua campanha presidencial, Jorge Pinto pediu que se "saiba ouvir" o Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, porque o chefe de Estado norte-americano já "anunciou o fim da amizade entre os Estados Unidos e a Europa" e o continente europeu "está em risco de ficar entre a espada e a parede".

"De ficar entre Vladimir Putin, de um lado, e Donald Trump, do outro. Ter dois líderes autoritários a querer dividir, a querer destruir, a querer ocupar politicamente o continente europeu e Portugal", argumentou, acrescentando que quem, em Portugal e na Europa, "está confortável com estes líderes autoritários e apoiam as suas ações" é "traidor à pátria".

Para o candidato presidencial, os que apoiam este cenário, "por mais que se digam nacionalistas e patriotas", são "os adversários do país" e querem "destruir aquilo que foi construído em conjunto com os princípios mais basilares da democracia".

Jorge Pinto alertou também, referindo-se a André Ventura, que o país arrisca-se a "perder uma República", uma vez que "há outro candidato a Presidente da República que disse abertamente" na Assembleia da República que "queria acabar com este regime, que queria acabar com esta república".

"Este risco é real. Nós arriscamo-nos a ver o projeto europeu dividir-se, dissolver-se, transformar-se numa coisa muito diferente daquilo que todos nós, certamente, ambicionamos que seja. Isso é perigoso", alertou.

O candidato apoiado pelo Livre garantiu também que "não desiste de nenhum português" e que falará com todos, inclusive os que votaram na extrema-direita para lhes dizer que entende a sua desilusão e quer usá-la "a favor do país e não contra aqueles que o traem diariamente".

"Todos nós conhecemos este Portugal no qual todos nós vivemos. Não é, nem deixaremos que seja, o Portugal do ódio. Connosco isso não vai acontecer. (...) É o Portugal da empatia, de entreajuda e também o Portugal do amor. É a esse Portugal que eu vou falar. Porque essas pessoas, todas elas, querem um país com mais amor", acrescentou, reforçando que ninguém "está perdido para a extrema-direita".

No mesmo discurso, Jorge Pinto insistiu nos alertas que tem feito sobre a possibilidade de uma maioria de dois terços de direita no parlamento aprovar alterações à Constituição sem a aprovação dos portugueses, reiterando que, nesse cenário, dissolveria o parlamento. Reiterou também que vetaria o pacote laboral se fosse aprovado pela Assembleia da República.

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