Ventura rejeita ter "presidentes de preferência" e criticará Trump se invadir Gronelândia

Interrogado sobre se está desiludido com Donald Trump, o candidato respondeu que "a política não permite desilusões".

11 de janeiro de 2026 às 19:15
Foto: Tiago Petinga/Lusa
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O candidato presidencial apoiado pelo Chega, André Ventura, rejeitou este domingo ter "presidentes de preferência" no mundo e disse que criticará Donald Trump se os Estados Unidos da América invadirem a Gronelândia.

"Já critiquei [Donald Trump] várias vezes, voltaria a criticar. Eu, ao contrário da esquerda, não tenho ditadores, nem tenho presidentes de preferência", defendeu o também presidente do Chega, antes de uma ação de campanha no centro da cidade de Aveiro.

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Interrogado sobre se está desiludido com Donald Trump -- figura política que Ventura já elogiou várias vezes -- o candidato respondeu que "a política não permite desilusões".

"Eu fico desiludido é quando o país não tem saúde para dar às pessoas. É isso que me desilude. De resto, acho que seja Donald Trump, seja o presidente da China, seja o presidente da Venezuela, seja o presidente da Coreia do Norte, do Sul, eu não quero mais ditaduras no mundo. Quero liberdade", respondeu.

Depois de o candidato presidencial João Cotrim Figueiredo ter alertado este domingo que as ameaças dos EUA à Gronelândia (território autónomo da Dinamarca, membro da NATO) podem ser a "sentença de morte" da Aliança Atlântica, Ventura respondeu que o desinvestimento da União Europeia em Defesa também foi "uma sentença de morte".

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O candidato a Belém considerou que a União Europeia teve as prioridades invertidas e que isso foi feito entre "liberais, sociais-democratas e socialistas", rejeitando "lições de moral".

"Votaram juntos, permanentemente, contra aquilo que os patriotas queriam, que era uma Europa mais forte, nações mais fortes, capazes de lutar não só contra a imigração ilegal, mas também com ameaças de defesa externa", criticou, numa referência ao grupo europeu ao qual pertence,

Este domingo, também o candidato presidencial Henrique Gouveia e Melo, em Vila Real, considerou que os Estados Unidos estão numa "deriva perigosa" após as ameaças de Donald Trump, que afirmou querer ficar com o território "a bem, ou a mal".

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