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"Garantir a estabilidade [do País] não pode ser ao mesmo tempo deixar de ser exigente", diz André Ventura

António José Seguro e André Ventura são os candidatos a disputar a segunda volta eleitoral.

Atualizado a 20 de janeiro de 2026 às 20:21

O candidato presidencial André Ventura deu esta terça-feira a primeira entrevista televisiva depois da primeira volta das eleições. O também líder do Chega defende que a direita venceu a primeira volta das presidenciais, mas "fragmentou-se em várias candidaturas". "Agora só há duas escolhas", afirmou André Ventura, garantindo que, caso ganhe, vai "ser exigente".

"Havia várias escolhas à direita e escolheram-me a mim", começou por dizer André Ventura que não conhece "uma ideia concreta de António José Seguro em nada". "As pessoas não estão a escolher o seu melhor amigo [...] mas sim o homem que vai liderar o País", garantiu, asseverando que é "muito interventivo" e que "o País precisa de uma mudança e de um murro na mesa".

Em relação à Saúde, André Ventura refere que a ministra tem de se demitir. "Não aceito que haja pessoas 20 horas à espera para serem atendidas no hospital", disse, criticando Ana Paula Martins. 

"Garantir a estabilidade não pode ser ao mesmo tempo deixar de ser exigente. Se a ideia é não fazer nada, mais vale termos um rei. Eu quero honrar o salário que os portugueses me vão pagar", garantiu.

Quando questionado sobre como irá ficar o partido Chega, o candidato à presidência refere que "o País é mais importante do que os partidos". "Eu não sou insubstituível, ninguém será. O meu tempo há de chegar ao fim", assume. 

Se for eleito, André Ventura refere que vai promover que o País deve "evitar tantas eleições" e que "seria um presidente completamente implacável com alguém que mexesse com a independência do jornalismo".

Em relação ao tema dos cartazes, o candidato refere que nunca irá promulgar "uma lei que permita fronteiras abertas em Portugal, mais do que já estão" e que não vai ser o Presidente de todos os portugueses. "Não quero ser o presidente dos criminosos, dos pedófilos...".

"O que me custa é poder acontecer termos um Presidente da República eleito não porque gostam dele, mas porque movimentos querem impedir que seja eu", garantiu. 

"Em caso de suspeitas graves, não vou permitir que o governo se torne viveiro de corrupção", disse Ventura, quando questionado sobre as situações em que dissolveria o parlamento. "Nunca vou dissolver a Assembleia da República nem por preferências nem para fazer com que o meu partido chegue lá [ao Governo]", completou o candidato.

André Ventura ficou em segundo lugar com, até ao momento, cerca de 23% dos votos.

O socialista António José Seguro foi o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais e é o favorito para suceder a Marcelo, com cerca de 31%. Neste momento, ainda faltam 5 consulados por apurar.

Publicada originalmente a 20 de janeiro de 2026 às 19:13

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