Presidente da Assembleia da República aproveitou para apelar à participação na segunda volta das eleições presidenciais.
O presidente da Assembleia da República apelou esta quinta-feira à participação na segunda volta das eleições presidenciais, no domingo, salientou a sua equidistância perante este ato eleitoral, mas afirmou que não tem dúvidas em quem vai votar.
Estas posições foram transmitidas por José Pedro Aguiar-Branco à agência Lusa, após ter visitado o Corpo Nacional de Escutas, em Lisboa.
Interrogado sobre o perfil político que deseja em relação ao próximo chefe de Estado, respondeu que, enquanto presidente da Assembleia da República, é sua "obrigação manter equidistância" em relação à disputa entre o antigo secretário-geral do PS António José Seguro e o líder do Chega, André Ventura.
"Já fiz isso na primeira volta, porque acho que é essa a exigência da segunda figura do Estado e a equidistância inerente ao cargo de presidente da Assembleia da República que me obriga", justificou.
Porém, logo a seguir, acrescentou que, se neste momento não exercesse as funções de presidente do parlamento, "indicaria com certeza" a sua opinião em relação a qualquer um dos candidatos.
"A única coisa que posso dizer é que eu não tenho dúvidas em quem vou votar", declarou.
Antes, o presidente da Assembleia da República deixou um apelo à participação dos portugueses no ato eleitoral de domingo.
"Apelava a que, na medida em que haja condições para se poder exercer o direito de voto, que ele aconteça, porque é muito importante o exercício do direito de voto. Estamos perante aquele momento mais solene em que o povo pode exprimir em relação às suas opções", indicou.
José Pedro Aguiar-Branco acentuou que a eleição do Presidente da República "é um momento importante da expressão da sociedade" portuguesa.
"Apelava a que esse sacrifício que alguns também precisem de fazer que seja mesmo feito, porque é um sacrifício também em benefício do nosso bem-estar coletivo que a escolha de um Presidente da República acarreta", disse.
Já sobre as futuras relações institucionais com o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa nas funções de chefe de Estado, o presidente da Assembleia da República assinalou que "a exigência de quem ocupa cargos de órgão de soberania é a de trabalhar para que haja uma boa cooperação institucional, para que haja um bom funcionamento da democracia".
Referiu, então, que numa democracia liberal e representativa cada titular de órgão de soberania exerce a sua função no âmbito das competências que a Constituição consagra.
"Que essa boa articulação e esse diálogo entre órgãos de soberania que aconteça com a naturalidade que a nossa Constituição também a isso impõe", considerou.
Neste contexto, o presidente da Assembleia da República elogiou a saúde da democracia portuguesa.
"Devo dizer que em Portugal a democracia tem sido exemplar -- e isso é reconhecido no plano internacional. Num momento em que tantas ameaças vão acontecendo um pouco por todo o mundo, a democracia portuguesa é um referencial de qualidade democrática, de estabilidade - e isso tem trazido benefícios à imagem do nosso país", sustentou.
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