Dos três candidatos menos mediáticos às eleições presidenciais de domingo, apenas André Pestana, de 49 anos, teve ações praticamente diárias, sobretudo na cidade de Coimbra, de onde é natural.
André Pestana foi o mais ativo dos três candidatos com uma campanha presidencial menos visível, enquanto o músico Manuel João Vieira 'animou' nos últimos dias e Humberto Correia cumpriu a meta de estar em todos os distritos portugueses.
Dos três candidatos menos mediáticos às eleições presidenciais de domingo, apenas André Pestana, de 49 anos, teve ações praticamente diárias, sobretudo na cidade de Coimbra, de onde é natural.
O coordenador nacional do Sindicato para Todos os Profissionais de Educação (S.T.O.P.) centrou-se na educação, habitação e saúde, em suma, nos serviços públicos, depois de ter arrancado a campanha em 04 de janeiro, à frente da Assembleia da República, com uma iniciativa "contra os privilégios dos partidos", um dos seus 'alvos' durante estas semanas.
Muito vocal sobre o tratamento desigual da sua candidatura pelos meios de comunicação social, quer pela exclusão dos 28 duelos que opuseram oito candidatos, quer por 'cortes' no tempo de antena, o sindicalista atirou em várias direções, nomeadamente às "tricas" quase diárias entre os seus opositores na corrida a Belém.
Na sua campanha, alertou para o facto de a escola e a saúde públicas estarem a ser degradadas, propondo medidas concretas: sugeriu que a Caixa Geral de Aposentações seja "para todos" e propôs um reforço no investimento no Serviço Nacional de Saúde (SNS) através da retenção do valor que anualmente é transferido para os privados.
Contudo, a sua proposta mais distinta terá sido a mobilização do Exército para combater os incêndios florestais que anualmente atingem Portugal, um tema que curiosamente também esteve presente na (reduzida) campanha de Manuel João Vieira.
Foi no Parque Papa Francisco, em Loures (distrito de Lisboa), que o líder dos Ena Pá 2000 inaugurou o Monumento à Floresta Portuguesa, do artista Pedro Portugal, partindo no eucalipto invertido uma guitarra aparentemente autografada por Jimi Hendrix.
"O eucalipto é importante, sem dúvida que é um rendimento importante, mas deve ser plantado dentro de determinados quadrantes e determinadas formas", alertou, defendendo a plantação de espécies nacionais.
Numa campanha em que apostou, essencialmente, em entrevistas e na presença nas redes sociais, até por ter concertos já agendados antes de ver confirmada a sua candidatura à Presidência da República, o músico de 63 anos fez de Campo de Ourique, onde vive, a sua 'sede', percorrendo alguns dos mais emblemáticos pontos daquele bairro lisboeta.
Mais abrangente foi o périplo de Humberto Correia, o algarvio de quase 65 anos que andou mais de um mês a percorrer Portugal continental -- também o fez durante 51 meses para recolher as assinaturas que 'validaram' a sua candidatura - e nas duas semanas oficiais de campanha cumpriu a meta de chegar a todos os distritos (18) do país, apostando nos transportes públicos para as deslocações, uma vez que não conduz há mais de uma década.
Vestido de Afonso Henriques, o pintor, que esteve emigrado 27 anos em França e trabalhou na construção civil, encerrou a campanha em Portalegre, onde fez um balanço "muito positivo" das suas ações e defendeu projetos de turismo verde para potenciar a economia no interior do país.
"Nós, portugueses, temos de ter orgulho na nossa história e não o contrário, e eu estou vestido assim porque fui candidato à Câmara de Faro e uma das minhas propostas era organizar na cidade uma grande festa medieval. E, então, comprei este traje", justificou a propósito da sua original indumentária.
Os portugueses elegem no domingo o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa, numas eleições com recorde (11) de candidatos e cuja segunda volta, a realizar-se, decorrerá em 08 de fevereiro.
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