Resultado mais baixo foi no distrito de Bragança, onde a candidata apoiada pelo Bloco não passou dos 1,09%.
Catarina Martins ficou, no domingo, entre os candidatos menos votados na primeira volta, com cerca de 2%, sendo a bloquista com menos votos em eleições presidenciais e ficando abaixo do resultado obtido pelo BE nas legislativas de 2025.
Com a contagem terminada no território nacional e quando faltam apurar apenas nove consulados, Catarina Martins conta com 116.184 votos, alcançando 2,06% da votação entre os 11 candidatos, cinco dos quais à sua frente.
Na reação aos resultados, a candidata apoiada pelo BE admitiu desilusão, reconhecendo que ficou "muito abaixo do que esperava", e assumiu ter perdido apoios para o candidato socialista, António José Seguro, numa resposta dos eleitores aos apelos ao voto útil à esquerda.
Vítima ou não desse voto útil, certo é que Catarina Martins não conseguiu superar o resultado do BE nas últimas eleições legislativas, quando o partido que a apoiou teve o pior resultado de sempre, elegendo apenas um deputado. Na altura, o BE não passou dos 1,99%, com 125.710 votos.
Olhando apenas para o território nacional, o partido conquistou cerca de 119 mil votos, enquanto Catarina Martins obteve 114.468 votos no total das mais de três mil freguesias.
Em comparação com anteriores candidatos a Belém apoiados pelo BE, a antiga coordenadora do partido e atual eurodeputada posiciona-se também como a bloquista menos votada no histórico de eleições presidenciais.
Em 2021, Marisa Matias obteve 3,95% dos votos (163.168 votos) entre sete candidatos, um resultado muito inferior face ao sufrágio anterior, em 2016, quando foi a terceira mais votada entre 10 candidatos, com 469.582 votos (10,12%).
Antes disso, em 2006, Francisco Louçã concorreu contra outros cinco candidatos, e recebeu o apoio de 288.261 eleitores, ficando nos 5,31%.
A primeira vez que o BE contou com um candidato às eleições presidenciais foi em 2001, com Fernando Rosas.
Na altura, o dirigente e fundador do partido criado dois anos antes, em 1999, foi votado por 128.927, chegando aos 2,98% numa corrida disputada por cinco candidatos.
Apesar do resultado, que reconheceu como negativo, Catarina Martins assegurou no domingo que voltaria a candidatar-se e a realizar a campanha da mesma forma se o soubesse à partida.
"Vim a esta campanha para quebrar tabus (...), não alcancei o resultado que queria, mas quero dizer-vos que continuarei a lutar para quebrar cada um destes tabus em Portugal", sublinhou no discurso da derrota, acrescentando que "é essa a tarefa da esquerda".
Em Portugal continental, foi, sobretudo, nos distritos a sul do país que Catarina Martins conseguiu captar o voto da maior percentagem de eleitores, mas o melhor resultado foi alcançado nas regiões autónomas da Madeira (3,81%) e dos Açores (2,65%).
O resultado mais baixo foi no distrito de Bragança, onde a candidata apoiada pelo Bloco não passou dos 1,09%.
No estrangeiro, Catarina Martins ficou bem posicionada na Finlândia, Grécia e Suécia, onde foi a terceira mais votada, e na Dinamarca, em 4.º lugar.
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