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Emigrantes podem ter de votar na segunda volta com boletins da primeira

Boletins terão de ser elaborados, impressos em Portugal e enviados para os países onde residem estes eleitores portugueses.

13 de janeiro de 2026 às 11:16

Uma segunda volta nas presidenciais implica novos boletins de voto, mas alguns emigrantes portugueses poderão ter de fazer a sua escolha nos boletins da primeira volta, se os novos não chegarem a tempo, segundo fonte oficial.

Os portugueses vão escolher o Presidente da República no próximo domingo, podendo os eleitores portugueses no estrangeiro fazer a sua escolha nesse dia e também um dia antes, sempre presencialmente.

No caso de existir uma segunda volta, os eleitores emigrantes poderão votar a 07 e 08 de fevereiro.

Isto implica que os boletins de voto para esta segunda volta terão de ser elaborados, impressos em Portugal e enviados para os países onde residem estes eleitores portugueses.

O tempo não é largo e o porta-voz da Comissão Nacional de Eleições (CNE), André Wemans, garante que já existe um plano B para o caso de os novos boletins não chegarem a tempo a todos os eleitores portugueses no estrangeiro.

O objetivo é, existindo uma segunda volta nesta corrida eleitoral, que os novos boletins cheguem aos eleitores, para o que serão acionados os meios possíveis.

Nos casos em que isso não se concretize, e que se espera que sejam pontuais, o plano B pressupõe que a votação seja feita nos boletins da primeira volta, segundo a mesma fonte.

O número de eleitores recenseados para as eleições de domingo é de 11.039.672, dos quais 1.777.019 votam no estrangeiro.

Neste sufrágio votam mais 226.956 portugueses a residir no estrangeiro do que em 2021.

São candidatos a estas eleições Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.  

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