O candidato a Belém apoiado pelo Livre aborda denúncia feita por uma ex-assessora da IL contra Cotrim de Figueiredo.
O candidato presidencial Jorge Pinto pediu esta quinta-feira aos partidos que "levem a sério" denúncias internas de assédio e argumentou que quando estas questões não são investigadas está a falhar-se com as mulheres.
"[Faço] um alerta a todos os partidos políticos de que levem a sério estas denúncias e tomem medidas, porque se a denúncia foi feita e não houve medidas tomadas, não houve investigação - não sei, desconheço -, mas é também um falhanço que estamos a fazer a esta mulher e a outras", disse, após ser questionado sobre o comunicado da ex-assessora do grupo parlamentar da IL, Inês Bichão, sobre o caso de alegado assédio sexual visando Cotrim de Figueiredo.
O candidato a Belém apoiado pelo Livre falava aos jornalistas à margem de uma ação de contacto com eleitores na estação de metro de Santo Ovídio, em Vila Nova de Gaia.
Jorge Pinto pediu que, de forma a respeitar a vontade de Inês Bichão, não se faça deste episódio um "facto político" e insistiu que a presunção de inocência não deve ser convertida numa "assunção de culpabilidade" de quem faz as denúncias.
"De resto, prefiro não me pronunciar, porque a própria pessoa pede que deixemos o assunto seguir as suas vias, que pelos vistos serão as vias judiciais. A própria, em comunicado, diz que irá defender a sua posição em tribunal. Portanto, deixemos a justiça também seguir o seu curso", pediu.
Jorge Pinto disse ainda que é "preocupante haver uma denúncia" de uma mulher que se "sentiu desconfortável por mais do que uma vez no seu local de trabalho" sem que, se for verdade o que é dito no comunicado, "tenha havido a devida investigação" interna.
Para o candidato, Inês Bichão "merece muito mais respeito" do que aquilo que tem sido dito por comentadores e nas redes sociais.
A ex-assessora do grupo parlamentar da IL disse hoje que a publicação sobre um alegado assédio sexual visando Cotrim Figueiredo foi difundida sem o seu consentimento, acrescentando que "a veracidade dos factos" envolvendo o candidato presidencial será apurada nos tribunais.
Em comunicado enviado hoje à agência Lusa, Inês Bichão refere que, na segunda-feira, "foi ilicitamente difundido" e sem o seu consentimento "conteúdo de natureza privada, originalmente partilhado em contexto restrito e não público", na rede social Instagram.
"Essa divulgação está a ser instrumentalizada em contexto de campanha eleitoral, contra a minha vontade, no âmbito da qual não tive nem tenho qualquer intervenção. Os factos em causa foram reportados em sede interna no decurso de 2023", sublinhou a advogada e consultora jurídica.
A IL recusou hoje que "tenha havido qualquer queixa interna ou reporte formal ou informal" de alegados assédios sexuais por parte do candidato presidencial Cotrim Figueiredo, tal como referiu a ex-assessora Inês Bichão.
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