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Rui Tavares critica candidatos de esquerda por fazerem "política do costume"

Porta-voz do Livre alertou que há candidatos presidenciais que acham que Constituição deve ser mudada e por isso "vão estar mentir no próprio juramento" da tomada de posse.

08 de janeiro de 2026 às 12:50

O porta-voz do Livre Rui Tavares juntou-se esta quinta-feira à campanha presidencial de Jorge Pinto para criticar os candidatos a Belém de esquerda que estão a optar por fazer a "política do costume" sem priorizar a defesa da democracia.

O líder do Livre compareceu esta quinta-feira pela primeira vez na campanha oficial de Jorge Pinto para participar num encontro com a Associação Académica de Lisboa, no Caleidoscópio, em Lisboa, e no final falou aos jornalistas para dizer que marca presença como apoiante de Jorge Pinto e salientar o "diagnóstico correto" do candidato em relação à defesa da Constituição.

Rui Tavares alertou que há candidatos presidenciais que acham que Constituição deve ser mudada e por isso "vão estar mentir no próprio juramento" da tomada de posse e criticou Luís Marques Mendes por já ter dito que não enviaria para o Tribunal Constitucional leis "com normas claramente inconstitucionais".

"É uma maneira pela sorrelfa de desrespeitar a Constituição", atirou.

Questionado sobre como viu a polémica em torno da continuidade de Jorge Pinto na corrida eleitoral, Rui Tavares pediu respeito pela inteligência dos eleitores, que considerou "valer muito mais do que os comentários que muita vezes têm um prazo de validade muito curto", e defendeu que os eleitores "sentem-se representados e precisam de ter alguém em quem votar".

O porta-voz do Livre disse que outros candidatos, mesmo que não o façam publicamente, reconhecem que Jorge Pinto é um "grande quadro" que tem trazido valor para a política nacional e que "teria vergonha de apoiar um candidato que só consegue chamar a atenção pelo discurso de ódio" ou com intenções de fazer uma ataque "pela calada da noite" à Constituição.

Depois do ataque à direita, criticou os candidatos à esquerda, sem especificar, por escolherem fazer a "política do costume": "Teria alguma inquietude com alguns outros candidatos nomeadamente até do meu campo político da minha família política que, perante esta situação, acabam por achar que o que devem fazer é a política do costume".

Rui Tavares argumentou que este tipo de política "não tem uma responsabilidade maior de defesa da democracia" como a que Jorge Pinto "pôs em cima da mesa desde o início".

"É um candidato que me orgulha muito a mim, que orgulha e honra a política portuguesa e que deve ter orgulho no percurso que está a fazer até às eleições do próximo dia 18", concluiu o porta-voz do Livre, que volta a marcar presença na campanha no jantar-comício desta noite, em Guimarães.

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