Candidato defendeu que "Portugal merece o melhor Presidente da República possível".
O candidato presidencial Jorge Pinto afirmou esta quarta-feira que o voto útil é oportunista e que os portugueses "estão fartos de ter de escolher entre o menos mau", defendendo que "Portugal merece o melhor Presidente da República possível".
Numa tertúlia organizada pela Coisa Pública no Ateneu Popular do Montijo, distrito de Setúbal, Jorge Pinto, questionado por uma pessoa do auditório sobre a importância do voto útil, disse "perceber a pressão" de se votar útil nas presidenciais de 18 deste mês, mas acrescentou que está, tal como os portugueses, "farto de ter de escolher entre o menos mau".
"Acho que os portugueses estão fartos de ter de escolher entre o menos mau. Nós precisamos do melhor. Portugal merece o melhor candidato possível, o melhor Presidente da República possível", acrescentando que um voto, para ser útil, tem de ser no candidato que melhor represente o país e os seus cidadãos.
Tudo o resto, acrescentou, é "um falso voto útil" e um "voto oportunista" porque é "o da mera oportunidade de chegar a um cargo de poder".
"Isso não basta. Não basta porque depois vamos ser confrontados com uma má escolha no momento em que temos de ser muito, muito exigentes em relação aos nossos representantes", sublinhou, defendendo que o país tem de ter o "melhor dos melhores" na liderança ou, caso contrário, "está condenado a andar sempre a correr atrás do prejuízo".
O candidato a Belém apoiado pelo Livre foi também questionado sobre a implementação de um sistema de voto preferencial - em que os eleitores não escolhem apenas um candidato, mas classificam-nos por ordem de preferência - e disse que era um sistema que gostava de ver implementado nas eleições presidenciais portuguesas.
"Até me arrisco a dizer, com uma certa imodéstia, que se tivéssemos aqui o voto ordenado, o voto preferencial ordenado, eu provavelmente podia não ter muitos números 1, mas ia ter imensos números 2 de vários dos nossos eleitores. E com isso, calhar, até passar à segunda volta", afirmou.
Sobre o que fará no dia 19 de janeiro caso não passe à segunda volta, Jorge Pinto disse querer assegurar que as causas que o fizeram avançar "estão representadas por uma outra candidatura".
Nesta tertúlia houve também quem perguntasse a Jorge Pinto sobre se era a versão portuguesa de Zohran Mamdani, presidente recém-eleito da Câmara de Nova Iorque. Na réplica, o candidato disse que recusa esse rótulo porque quer ser o "Jorge Pinto de Portugal", porque o país "merece ter também quem faça as coisas de maneira diferente e de maneira mais fresca".
Jorge Pinto salientou ainda que Mamdani foi eleito por ter sido "fiel a si próprio" e conciliando a defesa das minorias e a luta pelos direitos dos trabalhadores, contrariando algumas das teses que apontavam que a esquerda errava ao querer desfocar-se das suas causas mais antigas ligadas aos direitos laborais.
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