Candidato do Chega aponta “fragilidade” do oponente, acusando-o de não ter “ideias sobre nada”.
André Ventura acusou António José Seguro de querer “passar por estas eleições como se fosse um desfile de misses, (...) sem dizer nada”. “Eu tenho uma notícia para dar a António José Seguro: isto não é o concurso Miss Portugal”, atirou o candidato presidencial do Chega, numa entrevista ao NOW.
Ventura insistiu que o oponente “não tem ideias sobre nada” e considerou isso “uma fragilidade”. “Ele está a ter os votos das pessoas que não me querem a mim”, afirmou o candidato, para quem “esta campanha é mais sobre o anti-Ventura do que sobre projetos alternativos”.
Numa crítica direta à proposta do oponente de fazer um pacto para a saúde, Ventura avisou que “a saúde não se resolve com pactos”. Admitiu ainda que já teve “uma vitória” por ter derrotado na primeira volta “o candidato apoiado pelo partido do Governo”, Marques Mendes. “Ganhei o espaço do centro-direita e da direita a um candidato liberal que até vale mais que o seu partido [Cotrim de Figueiredo] e a um candidato que andou a preparar-se nas televisões durante 20 anos [Marques Mendes]”, frisou Ventura.
O candidato do Chega referiu que “pela primeira vez em décadas um primeiro-ministro resolveu participar na campanha eleitoral”, acusando Luís Montenegro, que não tomou nenhuma posição sobre esta segunda volta, de estar a “mandar os seus fazer declarações” de apoio a Seguro. “Pedro Duarte [autarca do Porto] nunca apoiaria António José Seguro se não estivesse articulado com o primeiro-ministro. (...) O Governo está em pânico que eu vença as eleições”, argumentou Ventura, lembrando que “não foi com o PS que o Governo fez a reforma da imigração, a descida do IRC e o IRS Jovem”.
Renovando as críticas aos notáveis de direita que anunciaram o voto no candidato socialista, Ventura enfatizou que estas figuras “não conseguem sair dessa bolha de interesses” e estão “todos à volta do tacho do sistema”. Nesta disputa à segunda volta, garantiu que vai “manter a firmeza de ser a única alternativa ao sistema”, ao mesmo tempo que tenta “agregar a direita” que saiu “fragmentada” da primeira volta. Deixou ainda um aviso àqueles que tratam “os eleitores como atrasados mentais”, alertando que “é uma desqualificação do povo português dizer que 23% são fascistas”, numa referência à votação que obteve à primeira volta.
FRASES
"Não vou entregar o cartão de militante [se vencer estas eleições]"
"O Presidente da República não deve ser um líder partidário"
"Candidatarmo-nos a Presidente da República não pode ser candidatarmo-nos à reforma, como fazem alguns candidatos"
"Ainda não consegui perceber em que é que António José Seguro está contra na reforma laboral"
"Nunca ouvi uma crítica de António José Seguro ao desastre da governação de António Costa"
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