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Seguro ri-se com acusação de Ventura de ter medo de realizar debates

Insistindo que "nada está a ganho", o candidato presidencial afirmou que "é essencial que haja uma votação maciça" na sua candidatura para continuar a "optar de acordo com as liberdades".

25 de janeiro de 2026 às 14:31

O candidato a Presidente da República António José Seguro afirmou este domingo, em Leiria, que já se riu com as declarações de André Ventura, que o acusou de ter medo de debates.

"Já me ri sobre essa situação e continuo a fazê-lo", disse aos jornalistas, quando questionado sobre as críticas do candidato apoiado pelo Chega, André Ventura, ao facto de só querer realizar um debate.

António José Seguro acrescentou que, na terça-feira, terá "oportunidade de realizar esse debate e de trocar ideias".

A campanha de André Ventura passa hoje pelas Caldas da Rainha, onde Seguro reside, mas o candidato não considera essa opção como uma provocação: "Vivemos num país livre onde as pessoas se expressam livremente".

Após uma visita ao Centro Social Paroquial dos Pousos, em Leiria, onde trocou palavras com vários utentes, Seguro voltou a apelar ao voto.

"Estou preocupado, porque as sondagens dão uma diferença muito grande, mas as sondagens não elegem presidentes. Portanto, peço a cada portuguesa e a cada português para irem votar no dia 08", adiantou.

O candidato reafirmou que a sua candidatura já "é dos portugueses" e "do país".

António José Seguro reforçou que as sondagens conhecidas lhe têm dado resultados entre os 65 e os 70%. "Há muitas pessoas que me dizem: isto está a ganho. Ora, não está ganho porque as sondagens não elegem presidentes. Quem elege o Presidente são os portugueses. E também quero dizer a cada portuguesa e a cada português que preciso do seu voto", apelou.

Insistindo que "nada está a ganho", o candidato afirmou que "é essencial que haja uma votação maciça" na sua candidatura para continuar a "optar de acordo com as liberdades".

Um bom resultado será "ter a maioria dos votos", pois "quantos mais votos tiver, mais força e mais legitimidade eleitoral e política" terá para exercer o cargo.

"Para poder fazer aquilo que quero, que é trabalhar com os órgãos de soberania e exigir ao Governo resultados para que os portugueses tenham saúde a tempo e horas, para que haja bons cuidados de apoio aos idosos, uma criação de riqueza que permita às pessoas terem melhores salários e melhores pensões, para que os jovens tenham oportunidades no nosso país e para que o acesso à habitação não seja um luxo, mas seja realmente um direito", acrescentou.

Afirmando que fica "muito feliz" por cada vez haver "mais portugueses" a juntar-se à sua candidatura, "independentemente das suas opções partidárias e ideológicas", Seguro destacou que "o cargo de Presidente da República é unipessoal".

"Nunca quis ser um candidato partidário. Sou apartidário e na Presidência da República serei completamente independente", reforçou.

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