Vladyslav Heraskevych, o herói sem armas que previu a guerra nas Olimpíadas

“Quando exibi o cartaz quis dizer que nós somos gente normal e que queremos viver uma vida normal, sem guerra e em paz”, explica Vlad.

08 de abril de 2022 às 01:30
Vladyslav Heraskevych Foto: Alfredo Leite
Vladyslav Heraskevych Foto: IOC/OBS/Handout via Reuters
Vladyslav Heraskevych, guerra, ucrânia, entrega de alimentos Foto: Alfredo Leite
Vladyslav Heraskevych, Atriz ucraniana, Alla Martynyuk Foto: Alfredo Leite

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O CM acompanhou esta quinta-feira Vladyslav Heraskevych numa ação de distribuição de produtos alimentares e o atleta olímpico relembrou a importância do seu ato na China: “Quando exibi o cartaz quis dizer que nós somos gente normal e que queremos viver uma vida normal, sem guerra e em paz”, explica. O impacto da ação foi imediata. “Depois do cartaz recebi apoio de todo o Mundo e foi muito bom.” Quando invasão russa da Ucrânia avançou Vlad tinha acabado de regressar de Pequim. Como tantos ucranianos, não olhou para trás. “Quando a guerra começou, não tivemos tempo para chorar nem para entrar em pânico. Começámos a ajudar o nosso povo, o nosso país, das formas que podíamos”, disse ao CM numa pausa do frenesim que transformou o seu escritório em armazém.

Para já, o conflito mudou a vida de Vlad por se ter tornado um herói sem armas em tempo de guerra, com direito a aparições regulares na TV local e na imprensa estrangeira. Esta quinta-feira, ao volante da carrinha da Federação de Skeleton, entregou alimentação que a organização de Alla Martynyuk acabará por fazer chegar aos militares ucranianos. No final, a famosa atriz ucraniana não perdeu a oportunidade para uma selfie com o atleta. Mas a intervenção do jovem de 23 anos na guerra pode ir muito além do voluntariado. Ele aguarda – tal como o pai e o seu treinador – a incorporação no Exército. Até lá, vai continuar a ajudar e a dividir a vida entre Kiev e a sua Zhytomyr natal, uma cidade estratégica a 150 quilómetros da capital que também esteve debaixo de intenso fogo da artilharia russa.

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O CM acompanhou esta quinta-feira Vladyslav Heraskevych numa ação de distribuição de produtos alimentares e o atleta olímpico relembrou a importância do seu ato na China: “Quando exibi o cartaz quis dizer que nós somos gente normal e que queremos viver uma vida normal, sem guerra e em paz”, explica. O impacto da ação foi imediata. “Depois do cartaz recebi apoio de todo o Mundo e foi muito bom.” Quando invasão russa da Ucrânia avançou Vlad tinha acabado de regressar de Pequim. Como tantos ucranianos, não olhou para trás. “Quando a guerra começou, não tivemos tempo para chorar nem para entrar em pânico. Começámos a ajudar o nosso povo, o nosso país, das formas que podíamos”, disse ao CM numa pausa do frenesim que transformou o seu escritório em armazém.

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