Pelo menos três mortos e quatro feridos em novo ataque russo com drones na Ucrânia
Ataques concentraram-se nas regiões de Odessa e Zaporíjia. Dois dos feridos estão em estado grave.
Pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas num novo ataque com drones realizado pelo exército russo contra vários locais nas províncias ucranianas de Odessa, no sul do país, e Zaporijia, segundo as autoridades.
O governador de Odessa, Oleg Kiper, afirmou numa breve mensagem nas redes sociais que houve duas mortes na província - dois homens de 20 e 45 anos -, enquanto os feridos são três pessoas com idades entre os 23 e 45 anos.
O responsável também especificou que dois dos feridos estão em estado grave, embora todas estejam a receber tratamento médico.
O ataque danificou fábricas e armazéns, prédios administrativos e uma concessionária automóvel, além de provocar diversos incêndios, que foram rapidamente controlados pelos bombeiros.
Em Zaporijia, um homem de 33 anos morreu e um de 45 ficou ferido, conforme indicou na rede social Telegram o governador da cidade, Ivan Fedorov, que aponta um ataque feito a partir de Moscovo que causou danos numa instalação industrial na cidade.
De acordo com a força aérea ucraniana, a Rússia lançou 126 drones de longo alcance e um míssil balístico contra a Ucrânia durante a noite.
Do total de drones, 105 foram neutralizados pelas defesas aéreas ucranianas em diversas regiões do sul, norte e leste do país.
Um míssil balístico e outros 20 drones atingiram 11 locais diferentes na Ucrânia, que não foram especificados pela força aérea, que relatou ainda a queda de fragmentos de drones.
Vários drones russos ainda sobrevoavam a Ucrânia no momento em que a Força Aérea divulgou seu relatório.
Estes ataques ocorreram numa altura em que a Rússia celebra o Dia do Defensor da Pátria, com o Kremlin a homenagear hoje os quase dois milhões de soldados que lutaram na Ucrânia nos últimos quatro anos, sem alcançar a tão esperada vitória.
O presidente russo, Vladimir Putin, presidirá hoje uma cerimónia de condecoração militar, após depositar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto às muralhas do Kremlin.
Na véspera do quarto aniversário da invasão russa da Ucrânia, que se assinala na terça-feira, a imprensa independente noticiou que Putin está a considerar uma nova mobilização, já que, pela primeira vez, o exército russo está a perder mais homens do que consegue recrutar.
Segundo fontes independentes, os russos perderam mais de 300 mil homens, totalizando mais de um milhão de baixas, enquanto Moscovo estima um milhão e meio de homens as baixas ucranianas.
Esta chamada de recrutamento seria diferente daquela decretada por Putin em setembro de 2022, que levou ao exílio de quase um milhão de homens em idade militar, um sério revés para a campanha militar do Kremlin.
Desta vez, Putin deverá recorrer à lei de proteção de infraestruturas críticas, que lhe permite mobilizar até dois milhões de reservistas -- homens que concluíram o serviço militar e ingressaram na reserva -- que poderão ser enviados para as regiões ucranianas anexadas por Moscovo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt