Rússia realizou ataques noturnos à Ucrânia apesar da suspensão pedida pelos EUA

Zelensky disse na quinta-feira que contava com os Estados Unidos para conseguir uma suspensão dos ataques aéreos russos contra a rede elétrica da Ucrânia.

30 de janeiro de 2026 às 09:18
Vladimir Putin, presidente da Rússia Foto: Getty Images
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A Rússia lançou um míssil e 111 drones contra a Ucrânia durante a noite, disse a Força Aérea ucraniana, um dia depois de o Presidente norte-americano ter anunciado uma suspensão dos ataques aéreos russos.

A Força Aérea de Kiev precisou que a Rússia disparou um míssil balístico Iskander-M, além do lançamento dos 111 aparelhos aéreos não tripulados (drones).

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Os ataques noturnos da Rússia tiveram como alvo 15 locais diferentes tendo a Força Aérea ucraniana abatido 80 drones.

O chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, afirmou na quinta-feira que pediu "pessoalmente" ao homólogo russo, Vladimir Putin, para cessar os ataques aéreos contra Kiev e outras cidades ucranianas durante o período de uma semana. 

Trump acrescentou que o Presidente russo concordou com a proposta. 

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Washington não forneceu mais detalhes sobre os termos do suposto acordo numa altura em que as delegações da Rússia e da Ucrânia preparam negociações diretas nos Emirados Árabes Unidos, agendadas para domingo. 

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse na quinta-feira que contava com os Estados Unidos para conseguir uma suspensão dos ataques aéreos russos contra a rede elétrica da Ucrânia. 

Donald Trump afirmou que fez o pedido a Moscovo devido às condições climatéricas na Ucrânia, país que enfrenta cortes de energia devido aos ataques aéreos russos que têm vindo a atingir as infraestruturas de distribuição de eletricidade e gás. 

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Segundo o Centro Meteorológico da Ucrânia, entre o próximo domingo e terça-feira, prevê-se "frio intenso". 

As temperaturas noturnas devem descer para os -27 ° centígrados e em algumas zonas para os -30 ° centígrados. 

A Rússia invadiu a Ucrânia em 2014 anexando a Península da Crimeia e lançou uma campanha militar de grande escala contra todo o território ucraniano em fevereiro de 2022. 

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