page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Ataques russos diminuem em janeiro, mas agravam crise energética na Ucrânia

Ucrânia registou em janeiro os piores cortes de eletricidade, aquecimento e abastecimento de água desde o início da invasão russa.

02 de fevereiro de 2026 às 13:37

A Rússia lançou menos 'drones' e mísseis contra a Ucrânia em janeiro face a dezembro, segundo uma análise da agência France-Presse baseada em dados da Força Aérea ucraniana, mas os ataques provocaram uma grave crise energética.

A Ucrânia, e em particular a capital Kiev, registou em janeiro os piores cortes de eletricidade, aquecimento e abastecimento de água desde o início da invasão russa.

De acordo com os dados analisados, as forças russas dispararam 4.452 'drones' de ataque, menos 13% do que em dezembro de 2025, e 135 mísseis, uma redução de 23% face ao mês anterior.

Do total de alvos lançados, 3.788 foram abatidos pelas defesas aéreas ucranianas, correspondendo a 83%, um ligeiro aumento em relação à taxa de interceção registada em dezembro, que foi de 80%.

No final de janeiro, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou atrasos nos pagamentos de aliados europeus de Kiev, afirmando que esses atrasos comprometeram a entrega de mísseis para os sistemas de defesa antiaérea e deixaram o sistema energético mais vulnerável.

Durante vários meses, a Rússia conduziu uma campanha intensiva de ataques contra centrais elétricas, centrais termoelétricas e infraestruturas do setor do gás da Ucrânia, com impacto direto no fornecimento de energia à população.

Essa ofensiva sofreu, contudo, uma pausa desde a semana passada, após um pedido do Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao seu homólogo russo, Vladimir Putin, para suspender os bombardeamentos em Kiev e noutras cidades devido às temperaturas excecionalmente baixas.

Apesar dessa interrupção, a rede elétrica ucraniana, já fragilizada, registou no passado fim de semana um apagão causado por uma "falha técnica", que levou, entre outros efeitos, à paragem total e invulgar do metro da capital.

Zelensky afirmou na segunda-feira que os ataques russos estão agora concentrados na rede ferroviária e na capacidade logística da Ucrânia.

Kiev foi a cidade mais afetada pelos cortes de energia, que em alguns momentos deixaram até metade dos edifícios sem aquecimento, obrigando as autoridades a instalar tendas aquecidas para apoio à população.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8