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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Governo aprova até 130,4 milhões de euros para apoio à Ucrânia

Diploma prevê a doação de equipamentos militares "letais e não letais", bem como outros bens das Forças Armadas.

11 de junho de 2026 às 22:19

O Conselho de Ministros autorizou esta quinta-feira a realização de despesa até cerca de 130,4 milhões de euros para apoio à Ucrânia este ano, devido à guerra com a Rússia.

De acordo com o comunicado divulgado pelo Governo, foi esta quinta-feira aprovada uma resolução "que autoriza, no ano de 2026, a realização de despesa até cerca de 130,4 milhões de euros para apoio à Ucrânia, no âmbito dos compromissos internacionais assumidos por Portugal, designadamente no quadro da NATO e do Acordo de Cooperação de Segurança celebrado em 2024".

O diploma prevê a doação de equipamentos militares "letais e não letais", bem como outros bens das Forças Armadas, e define que "a afetação dos recursos será determinada pelo ministro da Defesa Nacional, abrangendo várias áreas".

Entre estas áreas, de acordo com o executivo PSD/CDS-PP, estão "capacidades aéreas, marítimas e blindadas, comunicações, proteção e apoio logístico".

"Esta medida visa reforçar o apoio à Ucrânia, contribuir para a defesa da sua soberania e, simultaneamente, promover o desenvolvimento da base tecnológica e industrial de defesa nacional", lê-se no comunicado.

Na conferência de imprensa após a reunião semanal do Conselho de Ministros, o ministro da Presidência enquadrou esta verba nos compromissos internacionais de Portugal e com o esforço de defesa da Europa e na continuação do apoio à Ucrânia.

"A luta deles é a luta de toda a Europa de segurança comum e nós continuamos comprometidos e aprovamos aqui, mais uma vez, uma decisão de viabilização desse apoio e continuação desse apoio. Nós não desistimos do apoio à Ucrânia", afirmou António Leitão Amaro.

O Governo aprovou ainda uma outra resolução que reprograma a execução e o financiamento de projetos de infraestruturas da NATO em Portugal, nomeadamente na Base Aérea de Beja e no cais do Portinho da Costa, pertencente ao Depósito de munições NATO de Lisboa.

A resolução atualiza o montante global autorizado para cerca de 21,9 milhões de euros (mais 4,7 milhões de euros), "refletindo o reforço de financiamento e a necessidade de trabalhos adicionais, em especial na reabilitação do cais do Portinho da Costa", justifica o executivo.

O diploma estabelece ainda a "repartição de encargos entre o financiamento da NATO e a componente nacional, assegurada por receitas próprias da Direção-Geral de Armamento e Património da Defesa Nacional, sem impacto adicional no orçamento do Ministério da Defesa".

"As alterações visam garantir a conclusão das infraestruturas estratégicas, assegurando a sua plena operacionalidade", acrescenta o Governo no comunicado.

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