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Assinado em Istambul acordo que permite exportações de cereais bloqueados pela Rússia nos portos ucranianos

António Guterres elogiou o acordo a que chegaram os dois países em guerra, sublinhando que é um momento sem precedentes.

22 de julho de 2022 às 15:14

O acordo para permitir as exportações de cereais bloqueados nos portos ucranianos foi assinado esta sexta-feira na cidade turca de Istambul, no Palácio Dolmabahçe. Vai vigorar durante quatro meses e é renovável.

Na assinatura do documento estiveram presentes os representantes da Ucrânia e Rússia, do Presidente turco e do secretário-geral da ONU. "Hoje abre-se uma esperança no Mar Negro", salientou António Guterres.

"Quero agradecer (..) agora aos representantes da federação russa que puseram de lado as divergências em nome do bom coumum para a humanidade" e, em especial, à Turquia, salientou o secretário-geral da ONU, acrescentando que "tudo isto tem sido um pesadelo com o inicio da guerra".

De acordo com Guterres, "o mundo precisa desesperadamente da solução para esta crise alimentar" e a ONU vai "trabalhar para o sucesso deste acordo e reforçar as obrigações".

Depois de dois meses de negociações, em que diriamente Guterres fala com Putin e com Zelensky, o acordo vai criar um centro de controlo em Istambul, dirigido por representantes das partes envolvidas: um ucraniano, um russo, um turco e um representante da ONU, que deverão estabelecer o cronograma de rotação de navios no Mar Negro.

Assim, passa a ser feita uma inspeção dos navios que transportam os cereais para garantir que levam armas para a Ucrânia. Estas inspeções, que serão realizadas tanto à saída como à chegada dos navios, deverão acontecer nos portos de Istambul.

Em causa está o desbloqueio à exportação dos cereais russos e ucranianos retidos devido à guerra na Ucrânia, para evitar uma crise alimentar global.

Números avançados pelos 'media' internacionais apontam que mais de 25 milhões de toneladas de cereais e sementes de girassol estão bloqueados nos portos ucranianos do Mar Negro.

A metrópole turca foi palco na semana passada de uma reunião de peritos militares da Rússia, Ucrânia e Turquia e de representantes da ONU.

Em conjunto, segundo a revista britânica The Economist, a Ucrânia e a Rússia fornecem 28% do trigo consumido no mundo, 29% da cevada, 15% do milho e 75% do óleo de girassol.

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