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Presidente ucraniano diz que há “dezenas de milhares de mortos” em Mariupol

Cercada há sete semanas pelas tropas russas, cidade está "completamente destruída".

12 de abril de 2022 às 01:30

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse esta segunda-feira que “dezenas de milhares” de civis poderão ter morrido no brutal assalto russo contra a cidade portuária de Mariupol, no Sul da Ucrânia, cercada há sete semanas pelas forças russas e alvo de bombardeamentos constantes.

“Mariupol foi completamente destruída, há dezenas de milhares de mortos”, disse Zelensky num discurso por videoconferência no Parlamento sul-coreano. Não é possível confirmar o balanço avançado pelo Presidente ucraniano, mas Mariupol é desde final de fevereiro alvo de um feroz assalto das forças russas, que cortaram a água, gás e eletricidade e têm impedido a retirada de civis. Já o presidente da câmara local disse que o número de mortos “pode chegar aos vinte mil”. “Os corpos forram o chão”, disse Vadym Boychenko ao ‘New York Times’, esta segunda-feira, acrescentando que os russos trouxeram crematórios móveis para eliminar os corpos e recusaram a entrada de caravanas humanitárias para esconder a carnificina.

O Governo ucraniano garantiu que Mariupol continuava a resistir aos avanços russos e que a batalha pelo controlo da cidade não terminou. A garantia foi dada após uma publicação na página de Facebook da 36ª Brigada de Fuzileiros ucranianos ter avançado que esta segunda-feira seria, provavelmente, a “batalha final”. “As munições estão a acabar, esta será provavelmente a nossa última batalha. Para alguns de nós espera-nos a morte, para outros o cativeiro”, diz a publicação, adiantando que os últimos defensores estão cercados na zona industrial de Azovstal e no porto. “Todos os soldados de infantaria foram mortos e os combates são agora feitos por militares de artilharia, operadores de rádio, motoristas e cozinheiros, até a orquestra”, diz a página. Porém, o presidente da câmara desmentiu a publicação, afirmando que se tratam de “notícias falsas” e garantindo que os combates continuam.

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