Putin sublinhou que recentemente foram colocados em órbita 16 aparelhos, embora tenha admitido que esse número "é absolutamente insuficiente".
O Presidente russo prometeu esta sexta-feira aos soldados russos uma rede de satélites superior à norte-americana Starlink para o controlo de drones, durante uma cerimónia no Kremlin por ocasião do Dia Nacional.
"A estrutura responsável por este conjunto de satélites não é, de forma alguma, inferior à Starlink e talvez seja até superior em alguns aspetos", disse Vladimir Putin.
Ao que o ministro da Defesa russo, Andréi Beloúsov, acrescentou: "Talvez, melhor".
Putin sublinhou que recentemente foram colocados em órbita 16 aparelhos, embora tenha admitido que esse número "é absolutamente insuficiente" e que as autoridades estão a trabalhar na sua ampliação.
"O problema é a magnitude. Isto requer tempo, mas já foi criado, funciona (...) O mais importante é que o problema foi resolvido do ponto de vista tecnológico e intelectual", assinalou.
Segundo os especialistas, o exército ucraniano recuperou este ano, especialmente na frente sul, mais território do que aquele que perdeu, graças ao facto do bilionário e criador do Starlink, Elon Musk, ter privado a Rússia da utilização da rede.
O líder russo salientou ainda que o Governo está a trabalhar ativamente no desenvolvimento de drones com inteligência artificial e admitiu que o exército ucraniano intensificou o uso de aparelhos não tripulados para causar danos à economia nacional e também para criar divisão na sociedade.
"Não vão conseguir", afirmou, lembrando que nunca nenhum inimigo conseguiu infligir uma derrota estratégica à Rússia ao longo da sua história.
Quanto às perdas económicas causadas assegurou que "tudo é rapidamente restabelecido", pelo que "eles [drones] não causam problemas graves".
"Iremos intensificar os ataques contra as infraestruturas inimigas para que lhes seja tirada a vontade de atacar as nossas instalações civis", antecipou.
Putin reconheceu também que os avanços na frente "não são tão rápidos" como gostaria, mas recordou que a Rússia combate a NATO, um rival com um grande desenvolvimento económico e tecnológico, sublinhou.
A Rússia celebrou hoje o seu feriado nacional sob várias ameaças de drones, que atingiram alvos situados a mais de mil quilómetros da fronteira com a Ucrânia, e no meio da operação inimiga para bloquear a península da Crimeia, que foi anexada.
Por esse motivo, a Câmara Municipal de Moscovo, que afirmou ter abatido dezasseis aparelhos não tripulados, cancelou pela primeira vez desde 2003 o tradicional concerto para comemorar o Dia da Rússia na Praça Vermelha.
Segundo o Ministério da Defesa, as defesas antiaéreas russas abateram esta noite 231 drones em quinze regiões do país.
Na localidade de Nizhnekamsk, com mais de 200.000 habitantes, foram igualmente suspensas todas as festividades.
Por sua vez, foram atacadas as regiões fronteiriças de Belgorod, Briansk e Kursk, a zona banhada pelo Mar Cáspio e a Crimeia.
O presidente da câmara de Toliatti (Samara), Iliá Sujich, também informou sobre danos numa fábrica que, segundo os meios de comunicação ucranianos, seria a fábrica química Toliattikauchuk, ligada ao setor militar.
Todos estes ataques ocorreram depois de Kiev ter lançado, há uma semana, ataques massivos contra "a retaguarda profunda" na segunda cidade do país, São Petersburgo, onde o Putin acolhia o fórum económico mais importante do ano neste país.
Como é tradição, o líder russo presidiu à tradicional cerimónia de entrega dos prémios estatais no Kremlin, na qual apelou à "unidade e ao patriotismo" como "os principais valores" do povo russo.
De acordo com as sondagens, cada vez mais russos --- dois terços --- exigem o fim imediato das hostilidades e o início de negociações de paz com a Ucrânia.
No entanto, o exército russo afirma ter reativado nos últimos dias a sua ofensiva no Donbass, após seis meses de guerra de trincheiras.
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