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Rússia acusa Kiev e Europa de falta de empenho na resolução pacífica

Segundo o diplomata russo, Moscovo não deteta quaisquer passos "nem por parte da Ucrânia nem da Europa" em direção à paz.

24 de abril de 2026 às 13:21

A Rússia criticou esta sexta-feira Kiev e Europa pela falta de empenho na resolução do conflito na Ucrânia, lançado por Moscovo em fevereiro de 2022, sustentando que não existem "condições reais" para pôr fim à guerra.

"Do ponto de vista da Rússia, a janela de oportunidade implica abordagens e condições reais nas quais o conflito possa ser terminado por meios políticos e diplomáticos", afirmou o embaixador Rodion Miroshnik, numa conferência de imprensa citada pela agência estatal TASS.

Segundo o diplomata russo, Moscovo não deteta quaisquer passos "nem por parte da Ucrânia nem da Europa" em direção à paz, sublinhando que, em particular, os dirigentes europeus "não apresentaram uma única proposta para uma resolução pacífica do conflito".

Do mesmo modo, denunciou que os aliados ocidentais da Ucrânia continuam a anunciar "avultadas somas para apoiar Kiev e prolongar o derramamento de sangue", embora tenha salientado que a questão energética e a subida dos preços irão gerar um dilema entre estes países.

Segundo afirmou, os aliados de Kiev terão de escolher que prioridade adotar: "apoiar os seus próprios países, suportar preços elevados pelos recursos energéticos para si próprios ou continuar a financiar o regime de Kiev e o derramamento de sangue".

Miroshnik justificou o agravamento dos ataques russos contra o país vizinho, referindo que, neste contexto de guerra, a Rússia "tomará medidas máximas para proteger a sua população civil e impedir que Kiev cometa crimes de guerra".

"Não vemos outros meios de pressão por este lado: apenas a pressão militar até que exista uma vontade consciente de se sentar à mesa das negociações e acordar um eventual fim do conflito e a eliminação das ameaças provenientes da Ucrânia que atualmente existem contra a Rússia", acrescentou o embaixador.

As declarações surgem depois de a União Europeia (UE) ter ultrapassado o veto da Hungria a qualquer aproximação à Ucrânia, na sequência da derrota eleitoral de Viktor Orbán, tendo os 27 desbloqueado na quarta-feira um empréstimo europeu de 90.000 milhões de euros para manter a Ucrânia no terreno de combate, ao mesmo tempo que deram luz verde à aprovação do vigésimo pacote de sanções contra a Rússia.

Na sequência deste impulso, os líderes da UE indicaram, no âmbito da cimeira informal realizada em Chipre, que irão discutir a abertura formal dos primeiros capítulos de negociação com a Ucrânia com vista à adesão ao bloco comunitário, sublinhando ser tempo de "olhar em frente e preparar o próximo passo" de Kiev no seu percurso rumo à União.

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