Na semana passada os países aliados de Kiev, denominado de Grupo de Contacto da Ucrânia, anunciaram um apoio na ordem dos 30 mil milhões de euros também em ajuda militar.
A Suécia anunciou hoje um apoio militar de 12,9 mil milhões de coroas suecas (cerca de 1,2 mil milhões de euros) à Ucrânia, centrado sobretudo nas capacidades de defesa aérea.
Segundo o ministro de Defesa sueco, Pal Jonson, esta ajuda militar é a "terceira maior já concedida pela Suécia à Ucrânia".
O apoio centra-se nas necessidades expressas por Kiev, "ou seja, a defesa aérea e o apoio às plataformas que entregámos com munições", afirmou Jonson.
Cerca de 4,3 mil milhões de coroas serão dedicados ao fornecimento à Ucrânia de uma "capacidade avançada de defesa aérea de curto alcance", segundo o governo.
Isso incluiria unidades adicionais do sistema de artilharia antiaérea móvel Tridon Mk2, que a Suécia anunciou no início de fevereiro que forneceria à Ucrânia.
O objetivo é entregar esses sistemas à Ucrânia dentro de 24 meses, segundo o ministro.
O restante dos fundos será destinado à compra de grandes quantidades de munições, incluindo projéteis de artilharia, bem como à formação e à extensão de um projeto de cooperação com a Ucrânia sobre drones de longo alcance.
Os fundos fazem parte do orçamento anual de 40 mil milhões de coroas suecas (cerca de 3,7 mil milhões de euros) destinado a apoiar a Ucrânia.
A alocação dos restantes 27 mil milhões de coroas suecas do orçamento deste ano será anunciada na primavera e no verão, de acordo com o ministro da Defesa.
Com este último programa de ajuda militar, o 21.º concedido pela Suécia à Ucrânia desde a invasão russa em 2022, o país nórdico doou mais de 9,6 mil milhões de euros a título de apoio militar.
As contribuições anteriores incluíram o veículo de combate de infantaria CV90, o sistema de artilharia móvel Archer, bem como tanques e navios de assalto rápidos.
Na semana passada os países aliados de Kiev, denominado de Grupo de Contacto da Ucrânia, anunciaram um apoio na ordem dos 30 mil milhões de euros também em ajuda militar.
O anúncio foi feito numa conferência de imprensa conjunta dos titulares da Defesa do Reino Unido, Alemanha e Ucrânia, bem como do secretário-geral da NATO, Mark Rutte, após uma reunião em Bruxelas da aliança de mais de 57 países, que procura garantir a coordenação a longo prazo do fornecimento de armas a Kiev.
Os países iam ainda determinar entre si o valor de cada parte, com o objetivo de atingir o valor acordado.
Criado em abril de 2022 para coordenar o apoio militar internacional à Ucrânia, o Grupo de Contacto de Defesa da Ucrânia, do qual Portugal faz parte, reúne-se regularmente para fornecer armas, munições, sistemas de defesa aérea e treino.
A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
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