Recurso foi considerado "inadmissível por se considerar que a RBFA não faz parte do procedimento e, como tal, carece de legitimação para recorrer da decisão".
A Comissão de Recurso da FIFA rejeitou esta segunda-feira o protesto apresentado pela Federação Belga de Futebol (RBFA) sobre a suspensão do castigo do norte-americano Folarin Balogun, permitindo que o avançado defronte a Bélgica no Mundial2026.
"O recurso foi considerado inadmissível por se considerar que a RBFA não faz parte do procedimento e, como tal, carece de legitimação para recorrer da decisão", referiu a Comissão de Recurso, cujo presidente, o norte-americano Neil Eggleston, "não participou na decisão".
Balogun, melhor marcador da seleção norte-americana na prova com três golos, recebeu um cartão vermelho direto aos 64 minutos por pisar o pé de Tarik Muharemovic, da Bósnia, na vitória por 2-0 da última quarta-feira, a contar para os 16 avos, contudo, a Comissão Disciplinar da FIFA decidiu suspender o castigo do avançado durante um ano.
Já esta segunda-feira a RBFA tinha lamentado a falta de explicações da FIFA sobre a suspensão do castigo aplicado a Folarin Balogun e acusado o organismo de criar um recurso artificial, adiantando que enviou uma carta à FIFA a solicitar "uma cópia da decisão, uma explicação do processo adotado e expondo a sua posição em relação aos regulamentos aplicáveis".
"Como única resposta, a FIFA enviou uma carta à RBFA afirmando que considerava a correspondência como um recurso, que tinha sido designado um juiz e que a RBFA tinha apenas algumas horas para apresentar o recurso. A FIFA não forneceu qualquer informação", denuncia.
Para a decisão, a FIFA baseou-se no artigo 27 do seu código disciplinar, que estabelece que "o órgão competente pode decidir suspender total ou parcialmente, a execução de uma medida disciplinar".
A posição da FIFA surgiu poucos dias depois, segundo informação do New York Times, da Associated Press e do The Guardian, de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter falado telefonicamente com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a pedir que se retirasse a suspensão a Balogun.
A Casa Branca confirmou o telefonema, mas não revelou se foi feito um pedido específico por parte de Trump, que, entretanto, reagiu nas redes sociais: "Obrigado, FIFA, por fazer a coisa certa e reverter uma grande injustiça".
Esta segunda-feira, a UEFA acusou a FIFA de "ultrapassar uma linha vermelha" ao retirar o cartão vermelho a Balogun.
"O futebol, como qualquer outro desporto, assenta em regras, que são a base de uma competição justa, honesta e transparente. Por vezes, as regras são passíveis de interpretação. Neste caso, não", refere a UEFA em comunicado.
Os Estados Unidos e a Bélgica defrontam-se na próxima madrugada (01:00 em Lisboa), em jogo dos oitavos de final do Mundial2026, agendado para o Lumen Field, em Seattle.
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