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Jogadores do Irão já têm vistos para competir no Mundial 2026

FIFA foi sempre assegurando que o Irão iria estar na maior competição de seleções do mundo e, após muitas conversas entre as partes, decidiu manter o plano de jogos previsto.

06 de junho de 2026 às 08:00

Os jogadores da seleção do Irão receberam os vistos necessários para competir no Mundial 2026 de futebol, coorganizado pelos Estados Unidos, México e Canadá, anunciou o embaixador dos EUA na Turquia, Tom Barrack.

"Orgulhoso da nossa excelente equipa na Embaixada dos EUA em Ancara pelo trabalho no processamento dos vistos para a seleção iraniana de futebol, rumo ao Campeonato do Mundo da FIFA nos Estados Unidos", escreveu Barrack, numa mensagem publicada na rede social Facebook.

"O desporto transcende fronteiras e estamos ansiosos por receber jogadores e adeptos de todo o mundo", acrescentou, comentando notícias da imprensa indicando que a seleção iraniana tinha obtido vistos para entrar nos Estados Unidos.

A "equipa de apoio necessária" também recebeu vistos, confirmou mais tarde o Departamento de Estado dos EUA, num comunicado.

"Não permitiremos que a seleção iraniana abuse deste sistema para fazer entrar de forma clandestina, sob falsos pretextos, terroristas nos Estados Unidos", acrescentou a diplomacia norte-americana.

O presidente da Federação Iraniana de Futebol revelou na sexta-feira que os jogadores da seleção tinham entregue os passaportes à Embaixada dos EUA na Turquia.

"Ontem [quinta-feira], falei com a FIFA sobre os vistos norte-americanos. Foi-nos pedido para entregar todos os passaportes à Embaixada dos EUA em Ancara", explicou Mehdi Taj.

"Acredito que todos os vistos serão emitidos e não haverá mais problemas no que diz respeito a isso", acrescentou.

A seleção iraniana vai estar presente no Mundial2026 de futebol enquanto enfrenta um conflito militar com os Estados Unidos, um dos organizadores da competição e o país que acolhe os três jogos do Irão na fase de grupos.

Em 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel empreenderam um ataque militar contra o Irão, que reagiu à ofensiva com ataques contra os países da região e com o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passa habitualmente um quinto dos hidrocarbonetos que abastecem os mercados globais, incluindo a China.

Apesar do cessar-fogo implementado em 08 de abril, para avançarem negociações de paz, a tensão continua a ser notória, entre dois países que não têm relações diplomáticas desde 1980.

Pelo meio está o Mundial2026, que vai ser disputado entre quinta-feira e 19 de julho, nos Estados Unidos, no Canadá e no México, e desde logo se levantaram questões sobre a presença iraniana no torneio.

A FIFA foi sempre assegurando que o Irão iria estar na maior competição de seleções do mundo e, após muitas conversas entre as partes, decidiu manter o plano de jogos previsto.

Mas os iranianos mudaram o seu centro de treinos de Tucson, nos Estados Unidos, para Tijuana, no México.

O Irão está integrado no Grupo G, com a Bélgica, a Nova Zelândia e o Egito e vai realizar os seus jogos na fase de grupos nos Estados Unidos, em Los Angeles e Seattle.

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