Polícia alemã expulsa ativistas climáticos contra expansão de mina de linhito
Corte de gás russo obriga governo alemão a mudar políticas e acionar indústria deste combustível.
Ativistas climáticos estão a formar correntes humanas e a ocupar prédios abandonados contra a expansão de mina de linhito na Alemanha. O objetivo é impedir que a aldeia não seja demolida para a extração deste tipo de combustível, considerada inimigo do clima.
Alguns dos manifestantes chegaram mesmo a cavar trincheiras para se enterrar e outros permanecem pendurados em tripés de madeira.
Segundo a agência Reuters, a polícia alemã começou na terça-feira a desmontar as barricadas e a arrastar à força os ativistas que protestam contra a expansão da mina Garzweiler. No entanto, as autoridades afirmam que alguns manifestantes atiraram pedras e cocktails molotov.
Com a guerra na Ucrânia e após a Rússia ter cortado o envio de gás para a Europa, o governo alemão teve de mudar o rumo das políticas energéticas. Em consequência, a indústria de linhito, até então desativada, terá de ser novamente acionada para produzir energia.
Os ativistas ambientais consideram que a expansão da mina resultará na emissão de enormes quantidades de gases de efeito estufa.
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