Ataques antissemitas em 2025 foram os mais mortíferos em mais de 30 anos
20 pessoas morreram em ataques registados em três continentes. Ano mais letal desde 1994.
O maior número de mortes em ataques antissemitas em mais de três décadas foi registado em 2025, com 20 vítimas. Segundo um estudo da Universidade de Tel Aviv, divulgado esta segunda-feira, os ataques ocorreram em três continentes e aumentaram na sequência do conflito israelo-palestino.
"Os dados levantam a preocupação de que um alto nível de incidentes antissemitas esteja a tornar-se uma realidade normalizada", afirmou Uriya Shavit, editor-chefe da investigação, citado pela agência Associated Press.
Entre os casos registados, quinze pessoas foram mortas no evento festivo na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. Houve ainda vítimas mortais em ataques antissemitas nos Estados Unidos, em Washington D.C. e no Colorado, e na Grã-Bretanha, onde duas pessoas foram mortas numa sinagoga de Manchester, no dia mais sagrado do calendário judaico.
Não se registavam tantas mortes desde 1994, quando um atentado a bomba contra um centro comunitário judaico na Argentina matou 85 pessoas e feriu mais de 300.
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