Bruxelas admite que países da União Europeia adotem impostos nacionais sobre lucros extraordinários das energéticas
Comissão Europeia explica que é difícil adotar esta medida ao nível europeu dada a necessária unanimidade.
A Comissão Europeia admitiu, esta quarta-feira, que os países da União Europeia (UE) avancem com impostos sobre os lucros extraordinários das energéticas, mas disse ser difícil adotar esta medida ao nível europeu dada a necessária unanimidade.
"Os Estados-membros podem adotar medidas de tributação sobre lucros extraordinários para garantir a justiça social. A Comissão respeitará as decisões dos Estados-membros e prestará apoio, fornecendo boas práticas sobre medidas nacionais, bem como avaliando o seu impacto no mercado único", refere o executivo comunitário numa comunicação, esta quarta-feira, publicada com medidas para fazer face à atual crise energética.
A posição surge numa altura em que a Comissão Europeia analisa o pedido do ministro das Finanças português, Joaquim Miranda Sarmento, e dos seus homólogos da Alemanha, Espanha, Itália e Áustria para criação ao nível da UE de um imposto sobre os lucros extraordinários das energéticas, semelhante às medidas para conter a crise energética de 2022.
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