Dois portugueses envolvidos no descarrilamento de dois comboios em Espanha estão bem. Pelo menos 41 pessoas morreram

Autoridades cifraram em cerca de 150 o número total de feridos, no acidente de domingo, que envolveu dois comboios da rede de alta velocidade de Espanha. 43 pessoas estão desaparecidas.

19 de janeiro de 2026 às 20:45
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Os dois portugueses que estiveram envolvidos no acidente que envolveu o descarrilamento de dois comboios no sul de Espanha, no domingo, estão bem, confirmou o Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa.

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O segundo português envolvido no acidente "foi atendido no hospital Reina Sofía de Córdoba, e já teve alta", disse uma fonte oficial do MNE, confirmando assim que se encontram bem ambos os portugueses envolvidos neste acidente que matou dezenas de pessoas.

Antes, a fonte havia adiantado que uma portuguesa já se encontrava "bem e em casa" e que se desconhecia ainda o estado de saúde de um outro português "que foi sinalizado pelas autoridades espanholas", sabendo-se agora que se encontra igualmente bem.

O número de mortos no acidente ferroviário em Córdova, no sul de Espanha, no domingo, subiu para 41, disseram hoje as autoridades locais.

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Por outro lado, 39 pessoas continuam internadas em diversos hospitais da região, 13 delas em unidades de cuidados intensivos, incluindo uma menor de idade, indicou o governo regional da Andaluzia.

Os serviços de resgate continuam a trabalhar no terreno para localizar mais vítimas, temendo-se que o número de mortos possa ainda vir a ser substancialmente maior. Isto porque pelo menos 43 pessoas continuam desaparecidas, podendo estar entre os destroços de carroçaria provocados pelo acidente, de acordo com o El País.

Até agora, tiveram alta 81 pessoas que foram assistidas nos hospitais na sequência do acidente.

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As autoridades cifraram em cerca de 150 o número total de feridos, com diversa gravidade, no acidente de domingo, que envolveu dois comboios da rede de alta velocidade de Espanha em que viajavam perto de 500 pessoas.

O acidente ferroviário ocorreu por volta das 19h45 de domingo (18h45 em Lisboa), no município de Adamuz e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto da fronteira com Portugal, no Algarve).

Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma "subestação" de manutenção da linha e onde há um ponto de mudança de agulhas.

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O comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18:40 de domingo com destino a Puerta de Atocha (Madrid) com perto de 70 pessoas a bordo, descarrilou e três vagões invadiram a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.

Os vagões do comboio da Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.

O Governo espanhol decretou hoje três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira, anunciou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.

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