Governo espanhol decretou três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira, anunciou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
Imagens aéreas mostram destruição após colisão de comboios de alta velocidade em Espanha
AP
Pelo menos dois cidadãos portugueses estavam no acidente que envolveu o descarrilamento de dois comboios no sul de Espanha e matou, até ao momento, 39 pessoas, anunciou esta segunda-feira fonte do Ministério dos Negócios Estrangeiros à Lusa.
De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) português, os dois cidadãos tratam-se de uma portuguesa que "já se encontra bem e em casa" e de um "outro caso, que foi sinalizado pelas autoridades espanholas", mas de que não se sabem ainda detalhes relativamente ao estado de saúde.
O acidente ocorreu por volta das 19h45 de domingo (18h45 em Lisboa), no município de Adamuz e envolveu dois comboios de alta velocidade, um da empresa privada Iryo (que tinha saído de Málaga e tinha como destino Madrid), e outro da empresa pública Renfe (que seguia em sentido contrário, desde Madrid para Huelva, perto da fronteira com Portugal, no Algarve).
Os três últimos vagões do comboio Iryo descarrilaram e invadiram outra via onde circulava o comboio da Renfe, num local conhecido como o apeadeiro de Adamuz, onde existe uma "subestação" de manutenção da linha e onde há um ponto de mudança de agulhas.
O comboio da companhia Iryo, que tinha partido de Málaga às 18h40 de domingo com destino a Puerta de Atocha (Madrid) com perto de 70 pessoas a bordo, descarrilou e três vagões invadiram a via contígua, pela qual circulava, nesse mesmo momento, outro comboio da Renfe com destino a Huelva, que também descarrilou.
Os vagões do comboio da Iryo colidiram com os dois primeiros vagões do comboio da Renfe, que foram projetados e caíram por um aterro de cerca de quatro metros.
O Governo espanhol decretou esta segunda-feira três dias de luto nacional, de terça-feira a quinta-feira, anunciou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez.
O líder do Governo, que falava na localidade onde ocorreu o acidente (Adamuz, em Córdova, na Andaluzia), prometeu também tornar públicas, "com transparência e claridade", as conclusões da investigação do acidente, que qualificou como "uma tragédia" que deixa "dor em toda a Espanha".
O acidente fez também mais de 100 feridos, 48 dos quais permanecem hospitalizados, avançou o presidente do governo regional da Andaluzia, Juanma Moreno, em declarações em Adamuz, ao lado de Sánchez.
Também esta segunda-feira o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, manifestou ao seu homólogo espanhol a solidariedade de Portugal e disponibilizou o apoio "para o que for necessário".
O ministro das Infraestruturas de Portugal, Miguel Pinto Luz, tinha igualmente manifestado solidariedade para com Espanha, sublinhando disponibilidade das entidades portuguesas para prestar apoio, no âmbito da cooperação institucional e técnica entre os dois países.
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