Dois terços do território de Cuba incluindo a capital estão sem eletricidade devido a avaria
Falha foi provocada pela desconexão "inesperada" de uma das principais centrais da ilha, anunciou a companhia elétrica.
Dois terços do território de Cuba, incluindo Havana, estão esta quarta-feira sem eletricidade após uma nova avaria na rede nacional provocada pela desconexão "inesperada" de uma das principais centrais da ilha, anunciou a companhia elétrica.
"Ocorreu uma desconexão do Sistema Eletroenergético Nacional desde Camagüey (este) até Pinar del Río (oeste). Todos os protocolos para o restabelecimento do SEN já estão ativados", escreveu a UNE nas redes sociais.
"A desconexão deve-se a uma saída inesperada [da rede] da central termoelétrica Antonio Guiteras", em Matanzas, oeste da ilha, devido a "um vazamento na caldeira", acrescentou a empresa.
Esta central, uma das maiores do país, é fonte frequente de problemas técnicos.
Assim, milhões de cubanos estão sem abastecimento de energia elétrica.
O Ministério da Energia e Minas (Minem) acrescentou, por sua vez, que a central termoelétrica de Felton (em Holguín, este), outra das maiores do país, "mantém em linha" uma das suas duas unidades, o que teoricamente deverá facilitar as tarefas de restabelecimento do fornecimentos de energia.
As autoridades cubanas prolongaram, esta quarta-feira, até 10 de abril o aviso de escassez de combustível em todos os aeroportos, devido ao embargo petrolífero norte-americano.
O aviso oficial (NOTAM) aos pilotos e controladores de tráfego aéreo difundido na terça-feira pelas autoridades cubanas especifica que a escassez afeta todos os aeroportos internacionais, sendo a notificação válida por um mês.
O anterior aviso, emitido a 10 de fevereiro, tinha a validade de um mês.
Após este anúncio, todas as companhias aéreas canadianas e russas cancelaram temporariamente os seus voos para a ilha.
Cuba perdeu o acesso ao petróleo venezuelano em janeiro, após a captura pelos Estados Unidos do ex-Presidente Nicolás Maduro, aliado de Havana, e Trump ordenou a imposição de tarifas aos países que fornecem petróleo à ilha, agravando a pior crise económica e social que o país vive desde 1959.
No entanto, na semana passada, o Governo dos Estados Unidos relaxou o bloqueio petrolífero imposto a Cuba e autorizou a reexportação de petróleo venezuelano para a ilha, com certas restrições e através do setor privado.
O Gabinete de Direitos Humanos da ONU assinalou há alguns dias que o bloqueio dos Estados Unidos viola a Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, além de provocar o desmantelamento do sistema alimentar, sanitário e de abastecimento de água na ilha.
O Presidente norte-americano afirmou na semana passada que está a considerar uma "tomada de controlo pacífica" de Cuba, sem especificar detalhes.
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