EUA respondem a ameaças de Nicolás Maduro com manobras militares no território da Guiana reivindicado pela Venezuela

Aviões militares norte-americanos e guianeses realizarão até ao final do dia manobras militares conjuntas sobre todo o território da Guiana, com particular ênfase na área de Essequibo.

07 de dezembro de 2023 às 15:49
Nicolás Maduro Foto: Lusa
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Os Estados Unidos vão realizar ainda esta quinta-feira, 7 de Dezembro, manobras militares sobre o território de Essequibo, área da Guiana que o ditador do país vizinho, a Venezuela, ameaça anexar. A informação foi avançada ao mesmo tempo em Washington, a capital norte-americana, e em Georgetown, a capital da Guiana.

Em comunicado divulgado esta quinta-feira, a Embaixada dos EUA na Guiana informou que aviões militares norte-americanos e guianeses realizarão até ao final do dia manobras militares conjuntas sobre todo o território da Guiana, com particular ênfase na área de Essequibo. Segundo a embaixada, que em momento algum cita as ameaças de Nicolás Maduro de tornar aquele território da Guiana rico em petróleo, ouro e diamantes, uma nova província da Venezuela, as manobras são de rotina e fazem parte do esforço comum dos dois países para garantir a segurança na região.

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Também nesta quinta-feira, o presidente da Guiana, Irfaan Ali, recebeu um telefonema do secretário de Estado norte-americano, Anthony Blinken, reforçando o apoio dos EUA ao país. EUA e Guiana firmaram em 2022 uma parceria militar, e os americanos estão a estudar a construção de uma base militar no país da América do Sul, projecto que pode ser antecipado pelas ameaças do presidente da Venezuela.

Não obstante Maduro não ser citado no comunicado da embaixada, as manobras militares dos EUA esta quinta-feira são claramente uma resposta dos Estados Unidos às pretensões territoriais e à subida do tom do venezuelano. Domingo passado, segundo dados do próprio governo venezuelano, 95,93% dos mais de 10 milhões de cidadãos que foram às urnas responder a um referendo com cinco perguntas elaboradas pelo executivo disseram "sim" à anexação pela Venezuela do território de Essequibo, embora na consulta popular não estivesse claro como o país faria isso sem declarar guerra ao vizinho e sem invadir militarmente o seu território.

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